sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Badajoz ameaça Guadiana e Alqueva!!


Refinaria Badajoz «ameaça» águas Guadiana e projecto Alqueva!

A instalação de uma refinaria em Badajoz (Espanha) está a preocupar associações ecologistas portuguesas, que alertam para os «riscos de contaminação» das águas do Guadiana e «ameaças» às valências agrícola, de abastecimento público e turística do Alqueva.
A refinaria «poderá contaminar com hidrocarbonetos as águas superficiais e subterrâneas do Guadiana, incluindo a albufeira do Alqueva, os solos do leito e as margens do rio», alertou hoje o presidente do Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA), Carlos Costa, em declarações à agência Lusa.
«Porque a água necessária para o funcionamento da refinaria será captada na albufeira de Alange e, depois, despejada no rio Guadajira, um afluente do Guadiana situado a nordeste de Mérida (Espanha)», explicou.
Uma situação que, disse, «vai contaminar, em especial, a água, os solos e a biodiversidade do Guadajira e, por consequência, do Guadiana», além de «prejudicar ainda mais a qualidade deficitária das águas do Alqueva, devido à falta de tratamento das águas residuais a montante e que drenam para o Guadiana».
«Tudo isto poderá condenar os avultados investimentos nas valências agrícola e de abastecimento público de água do projecto Alqueva» e «ameaçar a atractividade do turismo e dos empreendimentos previstos para a região», alertou o também geólogo e professor na Faculdade de Ciências da Universidade Nova de Lisboa.
Além dos riscos de contaminação, Carlos Costa alertou também para «o problema de se desviar para a refinaria uma quantidade preciosa de água da albufeira de Alange», que é «um importante instrumento de regulação da bacia do Guadiana, capaz de compensar perdas no caudal do rio previsto pela Convenção de Albufeira».
Neste sentido, alertou, «os promotores do projecto já pediram à Confederação Hidrográfica do Guadiana a concessão de quatro hectómetros cúbicos/ano de água da albufeira de Alange para tratar os crudes médios e pesados na refinaria».
«É criticável que o Governo espanhol possa fazer esta concessão e, muito menos, sem consultar o Governo português», lamentou, explicando «trata-se de uma quantidade de água, que vai deixar de ser usada para outros fins, sobretudo para recarregar o caudal do Guadiana».
«Se com água disponível, Espanha já não compensa as quantidades previstas na convenção com Portugal, para regular os caudais deficitários do Guadiana, muito menos o fará quando a água for desviada para fins industriais», vaticinou.
Apesar de frisar que «ainda estão por clarificar os impactos na atmosfera», Carlos Costa alertou também para «os riscos das emissões gasosas da refinaria, dependendo das condições atmosféricas, poderem contaminar e degradar a qualidade do ar nas localidades situadas nas imediações».
«Estima-se que as plumas gasosas podem afectar a atmosfera num raio de até 120 quilómetros», salientou, explicando tratar-se de «emissões de compostos orgânicos voláteis, óxidos de azoto acidificantes e precursoras na produção de ozono».
A proximidade do Parque Natural do Vale do Guadiana, vaticinou, «sugere também a necessidade de medidas preventivas para salvaguardar e conservar a natureza e a biodiversidade» da região.
A refinaria Balboa, um projecto liderado pelo grupo industrial espanhol Alfonso Gallardo e apoiado pela Junta da Estremadura, poderá «nascer» na Serra de São Jorge, província de Badajoz, a cerca de 50 quilómetros da fronteira com Portugal.
O projecto, que poderá tornar-se a décima refinaria de petróleo em Espanha, prevê um investimento total de 1,2 milhões de euros para produzir mais de cinco milhões de toneladas de produtos petrolíferos, metade dos quais gasóleo, estando a facturação anual estimada em mais de 5.700 milhões de euros.
O grupo promotor já entregou o projecto ao ministério espanhol do Ambiente, estando actualmente a decorrer a Avaliação de Impacte Ambiental, seguindo-se uma fase de consulta pública.
Só depois o Governo espanhol irá emitir um parecer onde consta a Declaração de Impacte Ambiental, favorável ou desfavorável à concretização do projecto.
A memória-resumo do projecto, disponível no site do grupo Gallardo e na qual não consta a quantidade de poluentes que a refinaria deverá despejar na bacia do Guadiana, explica que «as descargas finais, sempre com a qualidade exigida pela Autorização Ambiental Integrada, irão para um caudal público, sendo a Confederação Hidrográfica do Guadiana a responsável pela de autorização do local».
Os previsíveis impactos negativos da refinaria já preocupam associações de defesa do ambiente e património portuguesas e a organização não governamental espanhola Plataforma Cidadã Refinaria Não (PCRN), que contestam o projecto.
Assim, o GEOTA, em parceria com a Liga para a Protecção da Natureza, PCRN e Associação de Defesa do Património de Mértola, promove terça-feira, no Auditório Municipal de Moura (Beja), um colóquio, para «discutir estas preocupações e alertar para os riscos esperados com a instalação da refinaria».
Para o geólogo, é «surpreendente que a instalação de uma refinaria em Badajoz seja um assunto praticamente desconhecido em Portugal» e «bastante preocupante que o Governo, sobretudo os ministérios do Ambiente e dos Negócios Estrangeiros, não se pronunciem».
«Queremos acabar com este silêncio e tornar públicas as preocupações e os riscos decorrentes da instalação da refinaria, que deve preocupar os portugueses, nomeadamente aqueles que vivem na dependência da bacia do Guadiana», concluiu.

Panças e bigodes...!




Panças e bigodes !

Nunca pensei dizer isto algum dia, mas nos últimos tempos o meu herói é… um simples funcionário público. Para mais daqueles caídos em desgraça por dizerem umas verdades. Como as verdades que disse são do tamanho de um camião, aqui confesso a minha chapelada.

Admito que o lugar de inspector-geral “das polícias” já despertou em mim mais interesse pela exuberância das gravatas dos titulares do que pela consequência das suas acções. E embora o engravatado Maximiano Rodrigues gostasse de pôr a boca no trombone, nunca as suas públicas palavras fizeram eco a sério nos corredores dos mandantes.

Agora, de gravata mais modesta mas bico mais afiado, Maximiano tem um seguidor: “Há para aí muita 'coboiada' de filme na mentalidade de alguns polícias", disse o novo inspector de polícias, Clemente Lima, em recente entrevista.

Caiu o (quartel do) Carmo e a (santíssima) Trindade, esta composta por uma oposição à procura de argumentos contra, um Governo que assobiou para o ar em vez de encarar a veracidade (ou não) dos argumentos e umas associações sindicais que ficaram espavoridas e se refugiaram nas meias tintas, entre a virgem ruborescida e o chuto para a frente, leia-se “no traseiro do Executivo”, que é sempre, em última instância, quem tem a culpa de tudo. Mesmo dos desmandos de homens que teimam em deixar crescer a pança e o bigode.

Pois em contra corrente aqui confesso: o juiz desembargador é o meu novo herói, quanto mais não seja porque me vem ajudar na croniqueta, que já tinha decidido dedicar aos desmandos de uma certa polícia. E no que respeita a fotógrafos e operadores de imagem, eles abundam por aí.

Há uns anos atrás, colaborava eu com uma estação de TV, fui obrigado, madrugada dentro, a demandar um certo hospital de Huelva onde estava internado um pescador espanhol vítima de um tiro de um marinheiro português em alto mar.

Eu e o meu companheiro de reportagem dirigimo-nos a uma patrulha da Guarda Civil à entrada da cidade e perguntámos onde ficava o desejado hospital. Com um sorriso, um dos agentes disse-me: “Sigam-nos”. Corremos a cidade toda até ao hospital, atrás do carro-patrulha, avenida após avenida. No final, o agente apontou-nos o edifício, fez continência e seguiu.

Habituados à frieza (quando não ao mais absoluto desrespeito) da polícia portuguesa perante os direitos dos jornalistas – sobretudo quando vêem uma câmara – eu e o meu colega entreolhámo-nos, estupefactos. Bastava passar o Guadiana para que a atitude fosse diferente? Pelos vistos, bastava.

A recente prisão ilegal de um fotógrafo amador que fotografava carrosséis, obviamente pejados de crianças, confundindo-o com um pedófilo, é mais um sinal da falta de preparação de muitos agentes para desenvolver o seu trabalho.

A um polícia exige-se, no mínimo, o conhecimento da lei quando sai para a rua. E não é preciso muito desse conhecimento para saber que fotografar numa feira não é crime, a não ser que se reincida ainda que algum visado pela foto (ou o adulto responsável, no caso dos menores) invoque o direito à imagem.

O que perturba mais naquele caso – e que é sintomático de como alguns agentes olham os cidadãos – é a forma como ele foi tratado: manietado, algemado, arrastado, humilhado à frente de toda a gente, detido durante quatro horas, fotografado de frente e perfil como um vulgar bandido.

Mas sobretudo… e esta é a parte que em meu entender mais simboliza uma certa maneira de “ser polícia” neste País… o tratamento por “tu”. Ao tratar por “tu” um cidadão a quem simplesmente se está a transportar à esquadra, alegadamente para identificação, um agente está a demitir-se do seu papel cívico e a elevar a brutalidade ao seu máximo expoente. Está a reduzi-lo à insignificância, a dizer-lhe: “Eu tenho poder para te tratar como me apetecer, és um boneco nas minhas mãos. Eu sou o poder”.

Quinze dias depois, o juiz de instrução arquivou o caso (obviamente) e devolveu a máquina apreendida, por falta de consistência legal. Mas nada apagará da memória daquele cidadão as sevícias físicas e sobretudo psicológicas a que foi sujeito e a humilhação por que passou. E acima disso, provavelmente, instalar-se-á nele um regime de auto-censura quando estiver na rua a fotografar, uma das actividades humanas que mais simboliza a liberdade. (E basta conhecer uma ditadura para saber que assim é).

Não porque esteja a cometer uma ilegalidade, mas porque, simplesmente, não quererá passar de novo pelo que passou. Quer dizer, os agentes não só foram brutais como brutalmente contrariaram a liberdade de que deveriam ser o máximo garante. Porventura irremediavelmente, acorrentaram alguém a si próprio, arrancaram-lhe espaço de liberdade . “Problema dele”, dirão alguns deles entre dentes, com os lábios quase quietos por baixo dos bigodes farfalhudos.

Recentemente, no aeroporto de Faro, um “plane spotter (fotógrafo de aviões) de 60 anos, daqueles que passou a vida a viajar pelo Mundo e quase não saía dos aeroportos, garantiu-me que não há sítio em que tenha sido mais importunado do que em Portugal.

“Em Málaga, na Espanha, onde têm o problema do terrorismo, estava a fotografar junto à rede e apareceram uns polícias a pedir-me a identificação. Sorriram, pediram desculpa e foram-se embora”, relatou o fotógrafo, com mais de 30 anos de experiência em fotografia de aviões por todo o Mundo. Em Portugal, acrescentou, “confundem-nos com os terroristas”.

Não há repórter de imagem – de TV ou foto – que não tenha mil e uma peripécias de encontros imediatos com agentes policiais ou seguranças. Uma vez, na sala de embarque do aeroporto de Faro, um segurança passou por mim a correr e a gritar para o colega “O gajo tá do outro lado!”. “O gajo” era um repórter de imagem que fazia a partida de umas quantas criancinhas para um baptismo de voo, autorizado pela direcção.

“O segredo para fotografar sem chatices é termos uma máquina compacta ou um telemóvel”, dizia-me há tempos um fotógrafo amador, já com “barbas” de problemas com autoridades, atraídas como ímanes pelas longas objectivas da sua câmara.

Realmente, num mundo em que toda a gente fotografa e filma e há câmaras ao preço da chuva e aos pontapés, os profissionais e os que levam o hobby um pouco mais a sério converteram-se nos protagonistas “maus” das tais “coboiadas” de que fala o meu herói deste filme. Aliás, desta crónica.

Não haverá maneira de os travar a não ser com “bocas no trombone”?

(João Prudêncio)

ALFA... está convidado!

ALFA - Reunião: está convidado!


quarta-feira, 28 de novembro de 2007

1º Torneio de Golfe – Algarve a favor da SPEM



“1º Torneio de Golfe – Algarve – SPEM” decorreu na Quinta do Lago


No passado dia 25 de Novembro realizou-se o “1º Torneio de Golfe – Algarve – SPEM”, evento que contou com a colaboração da Sociedade de Golf da Quinta do Lago, bem como com o apoio de alguns patrocinadores.

Este evento contou com a presença entre outros de M.ª de Jesus Guerreiro Bispo, coordenadora da Delegação Distrital de Faro da SPEM, Maria Celeste Ferreiro Martins Matias e Maria de Fátima Brites Matias, membros da Direcção da Delegação de Faro da SPEM, Cátia Isabel Pina, técnica da referida Delegação e diversos participantes.
A Esclerose Múltipla (EM) é uma das doenças do Sistema Nervoso Central que mais frequentemente afecta os jovens adultos, atingindo maioritariamente mulheres.
A causa desta doença ainda não é conhecida, apesar de se saber que existem diversos factores envolvidos no seu aparecimento e evolução, desde os factores imunológicos passando pelos factores ambientais e genéricos.

A permanência/persistência dos sintomas e a ocorrência dos surtos são aspectos que justificam a utilização de uma terapêutica contínua, que tem inicio, cada vez, mais precocemente procurando retardar a doença e minimizar os aspectos negativos provocados pela mesma. Procurando dar uma resposta satisfatória a esta problemática torna-se necessária uma intervenção multidisciplinar (médico, enfermeiro, fisioterapeuta, psicólogo...).
Assim, os fundos recolhidos do “1º Torneio de Golfe – Algarve – SPEM” irão
reverter para a aquisição de uma carrinha adaptada fomentando a participação dos associados da Delegação de Faro da SPEM em actividades de carácter sócio-cultural e outras da comunidade, bem como aquisição de algumas ajudas técnicas (cadeiras de rodas, cadeira de banho, cama articulada) e ainda a aquisição de algum material necessário às diversas actividades e serviços: Apoio Psicológico; Convívio/ Actividades Lúdicas, Debates.

fotosores (L)

Solar do Capitão Mor (Faro)

Futebol: Espectador especial em Old Trafford...




Espectador especial em Old Trafford

À semelhança do Manchester United-Burton Albion de Janeiro de 2006, o jogo com o Sporting voltou a ter um "convidado especial" ao nível do relvado...

e esta hein!?

(in RECORD)

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Portimão: Natal chega dia 1 de Dezembro!


NATAL CHEGA A PORTIMÃO DIA 1 DE DEZEMBRO


Iluminação de Natal, Maior Árvore de Natal do Algarve,Pista de Gelo Coberta e muitas surpresas…


O Natal chega a Portimão dia 1 de Dezembro, pelas 18h00, altura em que vai ser ligada a iluminação de Natal, que inclui a Maior Árvore de Natal do Algarve, e aberta ao público uma pista de gelo coberta em plena Alameda da Praça da República, e onde não vão faltar canhões de neve a anunciar o início da quadra.

Para além da decoração de 40 ruas e largos em Portimão, Alvor e na Mexilhoeira Grande, com iluminações natalícias, o coração da cidade – Alameda da Praça da República – vai ganhar um brilho especial com a Maior Árvore de Natal do Algarve (25m) e contribuir para a magia e o ambiente de festa que se vive nesta época.

A pista de patinagem “Portimão sobre o gelo” vai ser a grande atracção deste Natal em Portimão. Até 6 de Janeiro, entre as 10h00 e as 22h00 (com excepção dos dias 24 e 31 de Dezembro, em que encerra às 18h00), este divertimento com 300m2 promete fazer as delícias de crianças e adultos. Os clientes do comércio local ao fazerem compras nos estabelecimentos aderentes e, a atingirem um valor mínimo de compra (definido por loja), recebem convites para esta diversão.

No dia 8 de Dezembro, a partir das 15h00, terá lugar o tradicional Desfile de Pais Natal pelas principais ruas da cidade, a partir da Alameda da Praça da República, realizado por centenas de crianças das escolas do concelho de Portimão, onde não irão faltar palhaços e outras surpresas.

A animação musical vai ser uma constante durante este período. Entre 3 e 12 de Dezembro os alunos da Escola B.2,3 José Buísel vão levar o seu repertório à Alameda da Praça da República de acordo com o seguinte programa: 3 de Dezembro (15h30); 4 de Dezembro (10h00); 6 e 12 Dezembro (18h00); 7 e 10 de Dezembro (10h30). No dia 15 (17h00) e 22 (16h30) a animação musical vai estar a cargo do Grupo Coral de Portimão.

Este programa de actividades é uma organização conjunta da Câmara Municipal de Portimão, ACRAL - Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve e da ACP – Associação Comercial de Portimão, e decorre da política que tem vindo a ser desenvolvida com o objectivo de criar um Centro Comercial a céu aberto na baixa de Portimão, traduzindo-se num investimento da autarquia de € 300.000 (o dobro de 2006).

Recorde-se que a Zona do Comércio Tradicional de Portimão é servida pelos Parques de Estacionamento Cobertos na Alameda e no Largo 1º de Maio e que o Vai e Vem e Vem – Circuito Urbano de Portimão - também chega a esta zona da cidade.

Algarve: a nova ALFA – Associação Livre Fotógrafos do Algarve.


BEM-VINDOS!

ALFA – Associação Livre Fotógrafos do Algarve.

Tudo começou quando um grupo de amigos residentes em várias cidades algarvias constatou o deserto associativo que é a prática da fotografia na região e decidiu juntar forças para pôr o mundo das imagens a mexer por estas paragens.

Assim, um grupo inicial de nove amantes da fotografia reuniu-se pela primeira vez a 22 de Novembro de 2007 e propôs-se criar a ALFA – Associação Livre Fotógrafos do Algarve.

Associação porque, na génese do grupo, está a consciência partilhada de que, também numa actividade habitualmente tão solitária como a fotografia, a união pode fazer a força e juntos poderemos conquistar espaços negados à partida a quem se proponha ficar sozinho e acabrunhado no seu canto.

“Fazer coisas” na área da fotografia é, para já, o que nos propomos: desde cursos e workshops a um grande site com espaço de debate de ideias e galerias, passando pelas batidas fotográficas, convívios e exposições, tudo está em aberto e novas propostas serão bem-vindas.

Livres, porque entendemos que, em paradoxo com a democratização da fotografia e do acesso à imagem, a liberdade de fotografar está em risco, seja em nome de falsas preservações do direito à imagem, seja em nome de leis que – na maioria dos casos – só existem na cabeça de alguns.

Livres ainda porque não sujeitos às vontades de qualquer grupo, político, religioso, comercial ou outro: o nosso interesse é a fotografia, nas suas componentes técnicas, estéticas e conceptuais. Para nós, fotografar é um acto de paixão, mas também o usufruto máximo da liberdade de todos e cada um.

Do Algarve porque, longe de ficarmos confinados à zona central da região, onde nascemos, queremos crescer também geograficamente e tornarmo-nos fortes igualmente por isso. O Algarve é o nosso espaço comum de origem, o que não significa que não possamos vir a ter actividades comuns fora da região.

Estamos abertos à participação de todos. Para já, o nosso objectivo primeiro é a legalização e a criação de estruturas de enraizamento.

Contamos convosco.
Apareçam, digam coisas, mandem fotos!

http://alfafotografia.blogspot.com/ (em construção)

Cultura Algarve




CULTURALGARVE - Dez. 2007

ver:
www.culturalgarve.com

Espaço: China mostra a Lua!



Imagens captadas pela sonda Chang E-1

China mostra a Lua

Imagens a preto e branco, captadas a 20 e 21 de Novembro, mostram, de forma nítida, as crateras na superfície lunar. Um evento que teve lugar, hoje, no Centro de Controlo Aeroespacial de Pequim, na China.

Na área captada nas imagens - cerca de 460 quilómetros de extensão por 280 quilómetros de largura -, são observáveis zonas montanhosas da lua. Para ter essa leitura foi feito um "puzzle" com base em 19 imagens de pedaços da superfície lunar, com cerca de 60 quilómetros cada uma.
O lançamento da sonda Chang E-1 aconteceu poucas semanas depois de uma missão idêntica levada a cabo pelo Japão, mas as autoridades chinesas esclarecem que não querem concorrer com ninguém.
O Governo de Pequim afirma que o objectivo é utilizar todo o conhecimento e inovação para cooperar com outros países e participar da construção da estação espacial internacional. "Os chineses têm a capacidade de acompanhar a família das nações mais avançadas", disse o primeiro-ministro, Wen Jiabao.
O chefe de Governo disse, ainda,que esta era a terceira grande etapa concluída pelo programa espacial chinês, depois de ter enviado os seus próprios satélites e feito viagens tripuladas ao espaço.
Contudo, não está previsto o envio de astronautas para a lua. "Tenho lido relatos nos meios de comunicação social estrangeiros que dizem que a China vai tentar colocar um homem na lua, em 2020. Mas não creio que exista qualquer plano desse tipo", disse Sun Laiyan, director da Administração Nacional Espacial da China.
A China espera, contudo, fazer alunar um pequeno veículo motorizado em 2012. Se essa experiência for bem sucedida, o modelo deverá, em 2017, recolher amostras de solo e rochas para investigação científica.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Aviação: Algarve tem plano para fazer regressar os aviões!


Algarve tem plano para fazer regressar os aviões

Dias depois da partida do último avião para solo espanhol, os responsáveis do Turismo algarvio dizem ter uma estratégia para que voltem as rotas de Madrid e Barcelona… levanta-se a ponta do véu.

Responsáveis do Turismo algarvio confessam que ainda não se recompuseram do fim da rota entre Madrid e Faro, que prometia fazer mudar algumas especificidades no tipo de visitas de que somos alvo por parte de “nuestros hermanos”.
Um turismo baseado no “coche relleno” (carro atulhado) e nas estadias de curta duração, que se traduz no menor número de pernoitas de todas as nacionalidades que demandam o Algarve: em média, pouco mais de quatro noites por cabeça, menos ainda que os portugueses, com seis, e a longa distância das nove noites dos “campeões” britânicos.
O que mais criticam é o facto de a Ryanair não ter dado oportunidade às novas rotas: o director de marketing do aeroporto de Faro, Francisco Pita, assegura que o prazo de estabelecimento de uma nova rota nunca é inferior a seis meses e chega a atingir três anos.
Ora, observa, no caso da capital catalã os aviões da Ryanair não se mantiveram no ar mais de seis meses. Nem com voos a um cêntimo.
“No caso de Madrid, passámos de zero para sete voos semanais, a que se acrescentaram durante algum tempo três voos para Barcelona. Assim, e sem que haja um trabalho anterior, é difícil aguentar”, sublinha por seu lado Daniel Queiroz, director executivo da Associação de Turismo do Algarve (ATA).
A explicação dos sete voos da capital espanhola reside, explica Francisco Pita, no tipo de passageiros que se pretendia captar: além dos fluxos turísticos normais, baseados no sol e mar, os homens e mulheres que se sentaram à mesa das negociações – há rondas negociais entre as operadoras de “low cost” e os responsáveis turísticos algarvios – queriam captar outro mercado: o passageiro de negócios.
“Queríamos abrir fluxos turísticos, mas também fazer de Faro uma plataforma para os voos entre Madrid e Huelva”, sublinha o director de marketing do aeroporto algarvio, explicando que esse tipo de mercado só resulta se houver voos diários, porque se baseia nas curtas estadias.
Contudo, o peso desse sector no total de fluxos de Madrid para Faro ainda não foi estudado com profundidade, o que depende de um inquérito já feito (felizmente, porque agora a rota acabou) mas ainda não trabalhado.

Faro é o 2º aeroporto da Andaluzia

O peso potencial do mercado interno espanhol na infra-estrutura aeroportuária da capital algarvia é acentuado pelo ex-secretário de Estado do Turismo de António Guterres, Vítor Neto: “O maior aeroporto da Andaluzia é Málaga, com 12 milhões de passageiros por ano. Sabem qual é o segundo?”, questiona, em jeito de desafio, pausando para fazer emergir o suspense. “É Faro!”.

De facto, explica, com cinco milhões de passageiros por ano (este ano já ultrapassou essa meta), Faro deixa a magnificente Sevilha (pouco mais de dois milhões de passageiros) pelo caminho, bem como todas as outras cidades meridionais espanholas à excepção de Málaga.
Observa ainda Vítor Neto que “isto não acontece por acaso” e que “não se inventam fluxos de passageiros”. Tem a ver com tradições culturais, como as que trazem até nós os súbditos de Sua Majestade, esclarece.
Daí que o ex-responsável máximo do Turismo português acredita numa lógica de longo prazo que faça com que o Algarve passe a fazer parte do roteiro de férias (e não apenas de passeatas de fim-de-semana ou de Páscoa) da classe média dos grandes centros urbanos espanhóis.
Por agora, constata, o Algarve é uma das regiões portuguesas com menos poder de atracção para os espanhóis. São seis milhões que escolhem a região, mas 95 por cento não passa cá férias. É o “coche relleno” em todo o seu esplendor.
Vítor Neto acredita que a classe média espanhola começa a ficar cansada da Andaluzia, embora aquela região continue a ser a mais procurada para banhos pelos nossos “hermanos”: 10 milhões de espanhóis passam férias na região vizinha do Algarve.
“Esse cansaço baseia-se em estarem fartos de um Turismo baseado no betão e na massificação”, diagnostica, invocando uma série de artigos recentes sobre o assunto no diário El País, e opinando que o sul português “pode constituir um contra-ponto” de qualidade relativamente a tanta construção em altura, trânsito e confusão balnear. Cá também há, mas menos.

Começar pela Andaluzia

Todavia, o também presidente da Associação dos Empresários da Região do Algarve (NERA) elogia a política do “pé ante pé” que será posta em prática brevemente pelos responsáveis pela promoção do Turismo algarvio, ao elegerem a Andaluzia como a próxima aposta espanhola do “destino Algarve”.
“A estratégia baseia-se em fazermos mais promoção na Andaluzia, mas não aos que estão aqui à nossa beira, que vêm e vão no mesmo dia. Aos outros, que estão num raio de 300 a 500 quilómetros”, revela António Pina, presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA), consciente que a promoção da região em Espanha deve começar pelo mercado vizinho, de oito milhões de habitantes, residentes num território do tamanho do Continente português.
“Se fizermos mais promoção, em cidades como Granada, Córdova e Sevilha, eles [os andaluzes] são aliciáveis”, acrescenta António Pina, informando que estão previstas grandes acções naquelas cidades para os próximos meses.
Segundo o presidente da RTA, no que respeita às low cost, a estratégia é “trazer o jogo para o nosso tabuleiro”, isto é, mostrar às empresas de transporte que apostam no baixo custo das viagens que o futuro não depende deles, “mas que há oportunidades que eles têm que agarrar, senão outros as agarram”.
Apesar do interesse pelos vizinhos andaluzes, o director executivo da ATA, Daniel Queiroz, esclarece que “continua aberta a hipótese de Madrid e o Algarve está em cima do acontecimento”. Isto é, na mesa das negociações.
Contudo, se a estratégia der certa, que ninguém se espante que, dentro de alguns meses, comecem os voos de (e para) Córdova ou Granada. E que o nosso linguajar turístico se baseie mais no castelhano e menos no inglês.
(João Prudêncio)

Último do Castelo Branco... agora quero ser cantor profissional!”



José Castelo Branco: "Agora quero ser cantor profissional!”

Deixou de fumar e reduziu o alcóol, mesmo o champanhe, tudo para “preservar a voz”. Nas últimas semanas, José Castelo Branco tem tido aulas de canto com o prof. Rui de Matos e contratou o reputado produtor musical Luís Jardim para lhe preparar o primeiro single da sua nova carreira. “Sim, agora quero ser mesmo um grande cantor profissional”- confirmou José Castelo Branco, himself, ao SapoFama.
O novo e primeiro disco do homem que desde há anos vem divertindo o país em sofisticadas poses nas revistas cor-de-rosa ou em programas televisivos do género “Quinta das Celebridades” deverá ser lançado dentro de algumas semanas.
Nele, José Castelo Branco cantará várias músicas internacionalmente conhecidas, bem como alguns originais- em inglês, português e espanhol.
“Tenho a certeza de que será um grande sucesso!”- confessa José Castelo Branco, que está a estudar a hipótese de meter um diamante ( ele que é um especialista em jóias ) num dos milhares de singles que sairão para o mercado, por forma a provocar uma fabulosa caça ao tesouro, isto é, ao single.
Não é que Castelo Branco precisasse de recorrer a tão poderosa arma de marketing...Ele confia na sua voz, no seu talento e na sua força de vontade para subir a nova montanha. Incitado por sua mulher, Lady Betty Grafstein, e por vários amigos (Eduardo Beauté à cabeça), o novel cantor ainda hesitou em dar o primeiro passo, mas decidiu meter mãos à obra, assumindo um comportamento quaresmal, largando tabaco e alcóol e iniciando aulas de canto.
A partir de agora, e mais uma vez, como ele sublinha, o destino da sua nova carreira volta a estar nas mãos de Deus : “Olha, Senhor, mais uma vez sou teu instrumento. E se for esse o Teu desejo, o triunfo há-de acontecer!...”

(captação da foto inserida - Olhem não acham que estou lliindo, pequenos...!!)

Mas o que é que vem a seguir deste “aborto” nacional…??

fotosores (49)

... explorador de telhado!!

Aviação comercial: Engodo às low-cost "voa" dos nossos bolsos …



Engodo às low-cost - "voa" dos nossos bolsos …

Os contribuintes portugueses pagam seis euros por cada passageiro que algumas low cost conseguem transportar para Faro. Mesmo assim, as companhias não têm pejo em abandonar rotas, seis meses depois do primeiro voo. Aconteceu com Barcelona e, há poucos dias, com Madrid.

O fenómeno não é muito recente, nem sequer exclusivo de Faro – estende-se pela Europa – e está a provocar uma guerra surda entre destinos turísticos concorrentes, alguns dos quais chegam a pagar às companhias sete ou oito euros por cabeça. E a guerra ainda mal começou. No caso do Algarve, só em 2006 foram definidas as novas regras.
“O que vale ao Algarve nesta competição é que tem um potencial de atractividade que outros destinos não têm”, disse ao António Pina, o presidente da Região de Turismo do Algarve, reconhecendo que zonas balneares menos interessantes do sul da Europa e norte de África estão a investir mais do que Faro na atractividade às companhias low cost.
As verbas investidas, que rondam os 500 mil euros por ano, agregam o chamado Fundo de Captação de Rotas, e saem directamente dos orçamentos da ANA (Aeroportos e Navegação Aérea), Turismo de Portugal e ATA (Associação de Turismo do Algarve), além - pelo menos teoricamente - de algum dinheiro privado.
Fonte que pediu o anonimato confessou ao que os privados – isto é, os hoteleiros do Algarve – não investiram até agora um tostão na captação de novas rotas, apesar de serem os principais interessados na vinda de “sangue novo”.
“Trata-se de um sistema de incentivos que nós temos para aliciar as companhias, mas as verbas são investidas directamente na promoção do destino em causa”, assevera Daniel Queiroz, director executivo da ATA.
Acrescenta que, por cada escalão e até um máximo de passageiros, o sistema de incentivos funciona, com pagamentos a posteriori e com base nos números fornecidos pela companhia em causa.
“Por exemplo, estamos agora a receber os números do Inverno IATA e em função disso haverá novos investimentos em promoção nessas rotas”, específica, salientando que – segundo as novas regras, em vigor desde 2006 – a ANA (uma das entidades financiadoras do esquema) tem sempre a possibilidade de controlar se os números são verdadeiros.
A distribuição do financiamento ao fundo também não é igual, com o Turismo de Portugal a disponibilizar quatro euros por cabeça, contra um da ATA e um da ANA.
Para que o sistema de “engodo” funcione, são necessárias três condições: que a rota em causa seja nova, que funcione durante todo o ano e que tenha mais do que uma frequência semanal e com prazo regular.
Em 2007, apenas quatro rotas tinham estes ingredientes essenciais: New Castle, Liverpool (ambas Easyjet), Madrid e Barcelona (ambas Ryanair), metade das quais – as duas últimas – foram, falando em bom português, “manteiga em focinho de cão”, pois desapareceram tão depressa como tinham aparecido. A rota de Barcelona, cancelada em Abril, não durou mais de seis meses.
“No caso de Barcelona, nem sequer houve hipótese de saber se era rentável, porque com um avião a sair às seis da manhã de Girona, a 80 quilómetros da cidade, é natural que o destino não se sustente por muito tempo”, queixa-se Daniel Queiroz, garantindo que a ATA fez um “enorme esforço” para convencer a Ryanair a manter o voo.
“As companhias aéreas não são o Pai Natal do Turismo”, adverte por seu turno Vítor Neto, presidente da Associação de Empresários da Região do Algarve (NERA), que sublinha – para quem se tenha esquecido - serem as empresas “uma actividade económica que visa dar lucro aos seus accionistas”.
“O raciocínio deles é: ‘vou testar uma nova rota, se aquilo resultar têm que nos pagar um xis por passageiro’. Neste contexto, as rotas que não tiverem interesse, fecham”, analisa, acrescentando que, no que respeita aos destinos, o raciocínio é: “Se eles trazem pessoas, e isso desenvolve a economia da região e do País, o que havemos de fazer?”. Mais vale pagar, portanto.

"Ir a jogo" é palavra de ordem

Igualmente pragmático, Francisco Pita – director de marketing da ANA para o aeroporto de Faro - resume: “As companhias têm a faca e o queijo na mão e nós temos que ir a jogo”. “Ir a jogo” é de resto uma expressão comum às personalidades auscultadas pelo e significa, como explica António Pina, “não abandonar a mesa das negociações”, ainda que – resumimos nós – o parceiro faça batota, pois é ele que, em última instância, decide quem vai arrebanhar a cartada.
Numa tentativa de explicar o que aconteceu com as rotas espanholas, Francisco Pita observa que, até 2006, não havia nenhuma rota entre Faro e qualquer cidade espanhola “e de repente passámos para uma dezena de ligações semanais”.
Graças a esse “boom”, a Ryanair – que continua na 7ª posição no ranking das low cost para Faro, numa lista liderada pela Easyjet – cresceu 113 por cento no último ano em Faro, mas o crescimento não chegou para justificar a manutenção das rotas espanholas.
“A sustentação de uma rota faz-se em seis meses a um ano, e nalguns casos de dois a três anos, o que faz de Barcelona, por exemplo, uma espécie de nado-morto ao qual não foi dada oportunidade, afirma, convencido de que a emergência de “desviar” aparelhos e outros recursos para a nova rota de Frankfurt também explica a decisão da Ryanair.
Apesar do sentimento geral para com as rotas espanholas ser “continuar a ir a jogo”, a aposta dos agentes turísticos é na proposta de outras cidades às companhias aéreas.
“Muitas vezes, só experimentando se consegue colher, pois se não há aviões não há fluxos, mas também é verdade que sem fluxos não há aviões”, sintetiza o director de marketing do aeroporto de Faro.
Numa coisa todos concordam: as low cost, que representam já 60 por cento do tráfego anual em Faro (no Inverno chega aos 70 por cento), vieram para ficar e a região não pode ficar deprimida e acabrunhada devido ao fim de duas ou três rotas, num contexto em que elas crescem como cogumelos.
"Temos que apostar em rotas ainda não exploradas. O Reino Unido e a Alemanha são muito importantes, mas estão esgotadas, há que continuar a experimentar e a atrair as companhias", interpela Francisco Pita.
(João Prudêncio)

sábado, 24 de novembro de 2007

Ausência...


Desculpem a ausência de NEWS no blog, mas o trabalho no exterior assim obriga... até breve Osores

e já agora vão comprando prendas de Natal!!

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Loulé: 6ª EDIÇÃO DO CICLO DE CANÇÕES DE NATAL


6ª EDIÇÃO DO CICLO DE CANÇÕES DE NATAL NO CONCELHO DE LOULÉ

Pelo sexto ano consecutivo, a Câmara Municipal de Loulé leva a cabo o Ciclo de Canções de Natal. Entre os dias 7 e 22 de Dezembro, grupos corais e grupos de música tradicional vão estar nas igrejas do Concelho para levarem aos munícipes algumas das mais emblemáticas canções de Natal, numa celebração do espírito desta quadra festiva.

O programa arranca com os “Vox Angelis”, que actuam na Igreja Matriz de Boliqueime, a 7 de Dezembro, pelas 21h00.
No dia 9, às 10h30, os “Cante Andarilho” vão estar na Igreja do Barranco do Velho (Salir) e às 16h00 é a vez das crianças do Grupo Coral Infantil de Loulé” levarem à Igreja da Boa Hora, no Parragil, as melodias de Natal.
Em Loulé, na Igreja de S. Francisco, actua às 21h00 de dia 14 o “Coro Gospel”.
Para o dia 15 são três as propostas deste Ciclo de Canções de Natal: “Grupo Musical Santa Maria”, na Igreja Matriz do Ameixial (16h00), “Grupo Coral de Tavira”, na Igreja Matriz de Querença (16h00) e “Coro Paroquial de S. Clemente”, na Igreja Matriz de Salir (21h00).
O “Grupo Musical Santa Maria” vai estar também na Igreja Matriz de Benafim, a 16 de Dezembro, pelas 16h00. Nesse mesmo dia, o “Coro da Câmara Municipal de Albufeira” vai dar dois concertos: na Igreja Matriz da Tôr (16h00) e na Igreja Matriz de Alte (21h00).
No encerramento do 6º Ciclo de Canções de Natal, actuam os “Cante Andarilho”, na Igreja de S. João da Venda, pelas 16h00, e os “Colores del Medievo”, na Igreja Matriz de Loulé (21h00).

Faro: Labóia vai ser (devidamente) homenageado pela CM de Faro




PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE FARO PROPÕE HOMENAGEM

O presidente da Câmara Municipal de Faro, José Apolinário, propôs ao Executivo Municipal a atribuição do nome de António Maria Labóia a uma das artérias da Cidade Velha, onde está localiza a casa onde nasceu, assim como a criação do Prémio António Labóia, no âmbito de um concurso anual, a ser lançado em 2008 pelo Município de Faro, dirigido aos alunos das escolas do 1.º Ciclo do Ensino Básico do Concelho, sobre a importância da Ria Formosa em todas as suas dimensões (ambiental, social, cultural, económica, etc).

António Maria Xabregas dos Santos Labóia, nasceu em Faro em 15 de Fevereiro de 1949 tendo dedicado grande parte da sua vida à defesa e valorização da Ria Formosa e de todos os que nela trabalham, tendo ocupado vários cargos directivos na Vivmar - Associação de Viveiristas e Mariscadores da Ria Formosa, da qual era presidente desde Janeiro de 2003.
Na proposta, que será esta tarde discutida durante a reunião do Executivo Municipal, o presidente da CM de Faro realça o seu abnegado espírito de missão na dignificação e na luta pela defesa dos interesses de todos os homens e mulheres cuja profissão se encontra ligada à Ria Formosa, bem como a dedicação e o empenho com que sempre defendeu a Ria Formosa e a sua importância ambiental e social para o Concelho de Faro.
António Labóia faleceu no passado dia 16 de Novembro, tendo o seu corpo sido sepultado no Cemitério dos Prazeres, no talhão dos Bombeiros Municipais de Faro, corporação que serviu durante mais de 30 anos.

NOTA da Redacção - obrigado presidente! o companheiro Labóia merece tudo isso.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

fotosores (48)


Decor de Natal - Faro 2007

Justiça: Tribunal de Lagos ouve hoje alegações finais em mega-julgamento


Rede de auxílio à imigração ilegal

Tribunal de Lagos ouve hoje alegações finais em mega-julgamento

O Tribunal de Lagos ouve hoje as alegações finais da defesa e da acusação do mega-julgamento que envolve 53 arguidos acusados dos crimes de corrupção, auxílio à imigração ilegal e falsificação de documentos

Entre os arguidos encontram-se 19 empresários da construção civil e da restauração de empresas do Sul do País, acusados de pertencerem a uma rede, alegadamente liderada por uma mulher de nacionalidade moldava, que angariava trabalhadores na Moldávia, Ucrânia e Roménia com a promessa de vistos de trabalho em Portugal, em troca de quantias entre 2.000 e 3.000 euros.
Composto por cidadãos portugueses, da Europa de Leste e de África, o grupo terá começado a sua actividade no início de 2005 e foi desmantelado pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) em Abril de 2006.
Em tribunal, os empresários negaram o seu envolvimento em associação criminosa, bem como ter conseguido lucros financeiros com a obtenção dos vistos de trabalho destinados a cidadãos de Leste, angariados pela alegada chefe do grupo, Galina Volontir, de 40 anos, que se encontra em prisão preventiva, tal como Andrei Dumitru, outro dos alegados cabecilhas.
Galina Volontir é suspeita de ter oferecido dinheiro e bens a funcionários de entidades públicas, para agilizar os processos de obtenção de vistos de trabalho, mas durante o julgamento argumentou que apenas ajudou familiares e amigos a tratar da burocracia necessária para entrar em Portugal.
Segundo a acusação, a mulher - que agia em colaboração com Andrei Dumitru (acusado de oito crimes e que alegadamente a ajudava a angariar empresários de construção civil) e com Vladimir Batca (responsável por angariar os imigrantes), entre outros - pagava entre 300 e 600 euros por cada uma das promessas de trabalho que davam início a todo o processo.

Atletismo: IV GRANDE PRÉMIO DE NATAL




IV GRANDE PRÉMIO DE NATAL – MUNICÍPIO DE ALBUFEIRA

A CM de Albufeira volta a organizar, mais uma edição do Grande Prémio de Natal – Município de Albufeira. No dia 16 de Dezembro poderá ver, alguns dos melhores atletas nacionais e internacionais da actualidade, correr nas principais artérias da cidade, na prova de 9 km.
Paralelamente decorrerá também a já famosa Caminhada do Pai Natal, uma prova de
3 km aberta a toda a população e que pretende fomentar a prática de hábitos saudáveis, proporcionando um passeio de Domingo diferente.

As provas decorrerão no dia 16 de Dezembro, pelas 11:00, com partida e chegada no Largo dos Paços do Concelho. Refira-se que, no ano passado, as duas provas juntaram cerca de 1000 participantes.
As inscrições estão já abertas a toda a população, as quais poderão ser feitas a título gratuito, nas Piscinas Municipais de Albufeira, no Gabinete de Apoio ao Munícipe e na Associação de Atletismo do Algarve.

A todos os participantes será oferecida uma mochila, uma t-shirt e o simpático gorro do Pai Natal. Esta é, sem dúvida, uma forma saudável de festejar a quadra natalícia que se aproxima.
A IV Edição do Grande Prémio de Natal – Município de Albufeira, tem o apoio da Associação de Atletismo do Algarve, Clube Desportivo Areias de S. João, Juventude Desportiva das Fontainhas e Academia Desportiva e Cultural Praia da Falésia.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Musica: Ex-aluna do Conservatório de Faro conclui licenciatura em flauta de bisel




Ex-aluna do Conservatório de Faro conclui licenciatura em flauta de bisel

Em Julho deste ano, Teresa Matias – ex-aluna do Conservatório Regional do Algarve Maria Campina – concluiu com elevada classificação a licenciatura em flauta de bisel na Escola Superior de Música de Lisboa, na classe do professor Pedro Couto Soares.

No Conservatório Regional do Algarve Maria Campina, Teresa Matias frequentou a classe de flauta de bisel do professor Francisco Rosado do 1º ao 8º grau, tendo também participado com o Grupo de Música Antiga e o Consort de Flautas do Conservatório.
Actualmente está a prosseguir estudos pós-licenciatura no Conservatório de Utrecht ( Holanda ) com o professor Paul Lenhouts.
Em masterclasses recebeu aulas de Pedro Castro, Pedro Silva, Robert Ehrlich, Peter Holtslag, Fernando Paz e Karel van Steenhoven, entre outros.
Da sua actividade concertística destacam-se recitais no Palácio Fronteira, Mosteiro dos Jerónimos, Centro Cultural de Belém, Festival de Música Ibérica de Badajoz, assim como participações no Encontro de Música Antiga de Loulé. Em 2005/06 integrou o Grupo de Música Antiga “ Il Dolcimelo ” .
No ano lectivo 2006/07 estudou, como aluna visitante no Conservatório de Utrecht na Holanda, com o professor Heiko ter Schegget. No passado mês de Dezembro foi reforço da Orquestra Sinfónica Portuguesa na ópera “ Policcino” que decorreu na Culturgest/Lisboa. Em Janeiro integrou um projecto de Orquestra Barroca dirigido por Wilbert Hazelzet, com obras de Rameau, o qual incluiu uma gravação para a rádio a partir do famoso hall Concertgebow ( Amsterdão ) e uma actuação no hall Vredenburg de Utrecht.

Musical - "Jesus Cristo Superstar" chega a Lisboa!




"Jesus Cristo Superstar" chega a Lisboa

Musical de La Féria estreia este sábado no Teatro Politeama!

Depois de cinco meses no Teatro Rivoli, no Porto, o mais recente musical de Filipe La Féria sobe ao palco do Teatro Politeama, em Lisboa.

"Todos os portugueses deviam vir ver este sucesso que é o Jesus Cristo Superstar". O convite é feito por Filipe La Féria, a quem não faltam argumentos para justificar a afirmação. "Jesus Cristo Superstar" esteve cinco meses no Teatro Rivoli, no Porto, sempre com lotações esgotadas, ultrapassando os 150 mil espectadores em 7 espectáculos semanais.
Este sábado estreia em Lisboa, no Teatro Politeama, com "uma nova versão, já que conta com actores de Lisboa e do Porto", explica o encenador que acrescenta com entusiasmo: "este é, talvez, um dos espectáculos em que eu mais aposto!"
O mais célebre musical de Andrew Lloyd Webber e Tim Rice estreou em Londres nos anos 70. Filipe La Féria apresenta uma encenação contemporânea, de tal forma que a peça começa com imagens do 11 de Setembro.
Do elenco fazem parte 54 actores, cantores, bailarinos e músicos. Depois de três audições em que participaram mais de 500 candidatos só dois jovens foram abençoados com o papel principal: David Ventura e Gonçalo Salgueiro dividem a tarefa de interpretar Jesus Cristo.
O musical baseia-se na vida de Jesus Cristo através dos olhos de Judas. Para o actor Pedro Bargado, interpretar o papel de Judas foi um grande desafio quase sempre recompensado pelos fãs que "no fim do espectáculo vêm cumprimentar e dar felicitações pelo desempenho em palco".
A versão portuguesa foi autorizada pelos célebres autores, na condição de ser Filipe La Féria a dirigir o espectáculo. O desafio foi aceite e La Féria não só é responsável pela encenação e direcção de actores como também pelos cenários e figurinos.
"Jesus Cristo Superstar" estreia este sábado, no Teatro Politeama, em Lisboa.

Algarve: Mau tempo provoca três acidentes na A22




Algarve:
Mau tempo provoca três acidentes na A22 e quedas de árvores e enfeites de Natal

Três acidentes de viação na Via Infante (A22) apenas com danos materiais, quedas de árvores e de enfeites de Natal em várias localidades do Algarve é o resultado do mau tempo registado hoje na região adiantaram à Lusa fontes oficiais.

Nas últimas horas foram registadas 14 ocorrências pelo Comando Distrital de Operação de Socorros (CDOS) em Faro "sem gravidade", apenas com quedas de árvores e de enfeites de Natal em Aljezur, Loulé, Monchique, Tavira, Lagos e Vila Real de Santo António, informou fonte do CDOS.
Ao longo da manhã, a Brigada de Trânsito registou, por seu turno, três acidentes na Via Infante de Sagres (A22), dois na zona de Lagos e um despiste junto ao nó de Olhão.
Qualquer dos acidentes apenas provocou danos matérias, confirmou fonte da Brigada de Trânsito de Albufeira.
A Polícia Marítima (PM), por seu lado, indicou que nenhuma das barras foi fechada até ao momento, o que significa que apesar da "ondulação acima do normal", a navegação está a ser feita por todas as embarcações.
O Algarve está em situação de alerta laranja com precipitação, vento e forte agitação marítima, uma situação que se deverá prolongar durante toda a tarde de hoje, mas com ligeiras melhorias para quarta-feira, de acordo com o Instituto da Meteorologia.

“O Jornalismo tem sexo?” em debate no SJ



“O Jornalismo tem sexo?” em debate no SJ

“O Jornalismo tem sexo? - A Comunicação Social Perante as Questões de Género”, é o tema que vai estar em debate na quarta-feira, 21 de Novembro, na sede do Sindicato dos Jornalistas, em Lisboa.

A iniciativa conta com intervenções de Fernanda Câncio (jornalista do “DN”), Miguel Vale de Almeida (antropólogo e professor), Regina Marques (psicóloga e professora) e Sofia Branco (jornalista do “Público”), com moderação de Rosária Rato (jornalista da Lusa).
O debate insere-se no ciclo “Conferências de Outono”, destinado a jornalistas, estudantes e professores da área do Jornalismo e da Comunicação Social e público em geral, que se realiza sempre às 21 horas, na sede do SJ, situada na Rua Duques de Bragança, 7 – E, em Lisboa.

fotosores (47)

ohohoh! Merry Xmas!

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

FOTO do MÊS!!

Esta foto nada tem de artístico, mas sim o propósito de ilustrar a pronta resposta dos motards algarvios ao apelo do GC de Faro no Dia da Memória - 18 de Novembro.
(ver noticia antecedente)

MORTES na ESTRADA - Vamos Travar este Drama!


Este ano, até ao fim de Outubro, já morreram 694 pessoas nas estradas portuguesas...
CONDUZA COM PRUDÊNCIA!
Não morra na estrada!


Sinistralidade - “Observatório de Segurança Rodoviária” para o Algarve – anunciou ministro da Administração Interna.



O Algarve conta a partir de ontem, dia 18 de Novembro, com um 'Observatório de Segurança Rodoviário' e o objectivo é investigar as causas dos acidentes e avançar com soluções, anunciou no passado domingo o ministro da Administração Interna. Durante a inauguração da Escola de Trânsito em Lagoa, Algarve, uma acção inserida no Dia da Memória para homenagear os milhares de mortos nas estradas portuguesas nos últimos anos, o ministro Rui Pereira anunciou que a região do Algarve tinha ganho um novo organismo.

"Vai ser criado, junto ao Governo Civil de Faro, um observatório no Algarve para conhecer as causas dos acidentes onde vão estar envolvidas várias entidades", disse o ministro.

A Estradas de Portugal, Instituto Nacional de Emergência Médica, autoridades policiais, Euroscut (gere a Via Infante), Autoridade Nacional da Protecção Civil, Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária são algumas das entidades que vão tentar apurar as verdadeiras razões dos acidentes e transmiti-las no 'Observatório de Segurança Rodoviário'.

A governadora Civil de Faro, Isilda Gomes, adiantou aos jornalistas que o observatório está a funcionar “a partir de hoje” e que os primeiros balanços sobre as causas dos acidentes na região serão divulgados para depois se partir para as devidas soluções, que podem passar por "campanhas de sensibilização" e mesmo de "repressão".
O ministro da Administração Interna (MAI), congratulou-se pela criação deste organismo sublinhando que este tipo de iniciativas serve para travar a guerra da sinistralidade nas estradas portuguesas.
Em meados dos anos 80 morriam 2.500 pessoas por ano nas estradas portuguesas, números que superavam as mortes durante as guerras em que Portugal se envolveu.
Em 2006, o número de mortes baixou para menos de mil, mas esta quebra não é "motivo de júbilo", referiu o ministro do MAI admitindo que o óptimo era "que não houvesse mortos nas estradas".
"Hoje não estamos aqui para festejar nada. É um dia de memória daqueles que morreram nas estradas e é um dia que nos solidarizamos com as famílias", declarou Rui Pereira durante a inauguração da Escola de Trânsito, em Lagoa, destinada a formar crianças e jovens para serem bons peões e automobilistas.
Rui Pereira recordou, durante a cerimónia, que nos anos 70 existiam cerca de 50 mil veículos em Portugal e que em 1974 existiam apenas 80 quilómetros de auto-estrada.
Actualmente, já estão contabilizados 3.090 quilómetros de auto-estradas e mais de cinco milhões de viaturas.
"Os números revelam a importância das estradas que permitem viajar, juntar as pessoas rapidamente e ajudar a desenvolver o interior do país, mas é preciso reprimir os comportamentos de risco", referiu, defendendo mais fiscalização.
Rui Pereira considerou ainda que as manobras perigosas, as mentalidades agressivas a conduzir, o excesso de velocidade e o excesso de álcool podem ser combatidas nas escolas, ensinando as regras de trânsito aos futuros condutores.
Para o ministro, diminuir o número de vítimas nas estradas deve ser um "esforço de todos os portugueses" e não apenas do Ministério da Administração Interna ou das Obras Públicas.

Nota de Imprensa emitido pelo Gabinete da Governadora (Governo Civil do Distrito de Faro)

OBSERVATÓRIO DE SINISTRALIDADE VAI COMBATER MORTES NA ESTRADA

O Algarve vai ter um Observatório Regional de Sinistralidade. O anúncio foi feito hoje, domingo, pelo Ministro da Administração Interna, Rui Pereira, durante a inauguração da Escola de Trânsito de Lagoa, no âmbito do Dia Mundial da Memória das Vítimas de Acidentes de Viação, que concentrou na região diversas acções de sensibilização e informação sob o tema “Mortos na Estrada - Vamos Travar este Drama”.
O novo instrumento, que funcionará no Governo Civil de Faro, contará com a intervenção da Polícia de Segurança Pública, Guarda Nacional Republicana, INEM, EuroScut, Estradas de Portugal e Autoridade Nacional de Protecção Civil. De acordo com a Governadora Civil de Faro, Isilda Gomes, o Observatório visa identificar as causas da sinistralidade na região, através da análise das ocorrências, de forma a encontrar soluções para erradicar o flagelo nas estradas algarvias. “Esta análise permitir-nos-á identificar as causas e encontrar soluções que promovam a resolução dos problemas sinalizados”, frisa Isilda Gomes.
Durante a inauguração da Escola de Trânsito de Lagoa, a terceira da região especialmente vocacionada para a formação de crianças e jovens com idades entre os três e os 18 anos, o Ministro da Administração Interna realçou a necessidade de o combate à sinistralidade exigir um esforço conjunto de todas as entidades e sociedade civil, tendo referido que a eliminação dos comportamentos de risco nas estradas tem de começar com a formação dos mais jovens.
“O combate à sinistralidade passa pela mudança de mentalidades dos condutores e estas crianças que estão hoje neste centro jamais esquecerão esta campanha, adoptando no futuro comportamentos mais seguros nas estradas”, referiu Rui Pereira, que apontou como principais causas para a sinistralidade o excesso de velocidade, as manobras perigosas e a condução sob o efeito do álcool. “Há que melhorar a formação dos condutores, investir nas campanhas de sensibilização e reforçar a fiscalização de forma a acabar com o sofrimento nas estradas portuguesas” referiu Rui Pereira, recordando que na década de 80 morriam anualmente nas estradas nacionais 2500 pessoas, número que baixou para menos de mil em 2006. “Não é motivo de júbilo mas significa que é possível reduzir a sinistralidade se nos empenharmos nessa guerra”, realçou Rui Pereira.
A par das acções realizadas no âmbito do dia da Memória o Governo Civil de Faro lançou hoje a campanha regional de combate à sinistralidade no Algarve "Conduzir Pode Matar". No Distrito de Faro, este ano já morreram 63 pessoas vítimas de acidentes. “Trata-se de uma acção que irá decorrer nos próximos meses com a participação de diversas entidades oficiais e associações da sociedade civil. Estamos a iniciar um percurso conjunto que esperamos vir a dar frutos significativos para que, no próximo ano, não tenhamos que lamentar tantas mortes como as destes últimos meses”, esclarece a Governadora Civil de Faro.

Aviação: Spotters à portuguesa!


Spotters, ou fotógrafos de aeronaves em Faro

Muitos dos que os vêem colados às redes, de câmara apontada à pista, chamam-lhes “malucos dos aviões”, mas eles – os spotters, ou fotógrafos de aeronaves – garantem que se trata de um passatempo bem divertido. Em Portugal há centenas, mas há milhares distribuídos pelos aeroportos do Mundo. E levam o “hobby” bem a sério.

“Durante muito tempo fui o único que para aqui vinha, estava cá de manhã à noite”, recorda Pedro Aragão, 60 anos, porventura o mais velho dos cerca de 30 spotters que demandam quase todos os dias os corredores de terra batida paralelos às redes do lado nascente do aeroporto de Faro.

Tudo começou em 1979, trabalhava ele na estação meteorológica do aeroporto de Faro: “Como só tinha que fazer relatórios de meia em meia hora, nos intervalos vinha para a pista fotografar aviões”.
Até que, relata, foi promovido a coordenador – cargo que ainda desempenhou quatro anos - e “teve” que se despedir, porque as novas funções eram incompatíveis com o “hobby”, explica Pedro Aragão, hoje reformado, que já contabiliza mais de 30 mil aviões fotografados.
De resto, coleccionar fotos de aviões como se fossem selos de correio é o tipo de “spotting” mais puro, nas palavras
de Luís Rosa, 36 anos, funcionário do aeroporto de Faro, um dos mais conceituados fotógrafos de aviões do País, para quem a essência da actividade é precisamente o coleccionismo.
Que inclui, em alguns casos, fotografar determinada matrícula, que corresponde a determinado modelo e se encontra – provisória ou definitivamente – numa certa companhia de aviação.
Contudo, ressalva
Luís Rosa, há muitos tipos diferentes de “spotters”: enquanto os mais puristas se dedicam às matrículas, outros fotografam um certo modelo de uma companhia (mesmo que a empresa tenha vários aviões iguais, basta um), outros ainda procuram uma vertente mais “artística”, ainda que não descurem o lado coleccionista do passatempo.
Com várias “coroas de glória” artísticas no currículo,
Luís Rosa é famoso no meio por alguns ocasos, num dos quais um avião a aterrar praticamente eclipsou o sol vermelho que se punha a ocidente da Ria Formosa.
“Esse foi um acaso feliz, mas essa sorte tem que se procurar e é essa busca estética que me dá gozo”, sublinha o fotógrafo de aviões, também célebre por uma outra foto, de uma aeronave que atravessa uma enorme lua cheia.
Quando começou, durante a Segunda Guerra Mundial, o spotting era simples observação de aeronaves e isso, o simples testemunhar
do momento de uma descolagem ou aterragem, “é muito pessoal, não é para coleccionar cromos”, filosofa Luís Rosa, para quem os aviões, ao fim de alguns anos, “passam a ser velhos amigos, velhos conhecidos”.
“Há quem tenha o mesmo avião pintado de cores diferentes duas ou três vezes, porque vai mudando de companhia ou de pintura dentro da mesma companhia”, assinala
Luís Rosa, que já “tratou por tu” os TAP da Expo’98, do Euro 2004 e da promoção turística do destino Algarve e assistiu depois às respectivas repinturas.
No contexto nacional, Faro é considerado um bom aeroporto para o “spotting” devido à limpeza paisagística, que permite imagens sem interferências de arbustos, redes muito altas, postes e candeeiros, ou grandes enchentes de aeronaves, que noutros lugares dificulta a recolha do “motivo” por parte dos fotógrafos.
“Faro é o aeroporto com mais diversidade de companhias aéreas, empatado com Lisboa, a muita distância do Porto e das ilhas”, explica
Luís Rosa, observando que num “bom dia” de Verão podem registar-se 240 movimentos de aeronaves, isto é, 120 aterragens e outras tantas descolagens.
Um “paraíso acrescido” durante eventos grandiosos, como o Euro 2004, quando a parafernália de modelos e companhias trouxe à capital algarvia e a outros aeroportos nacionais “spotters” de todo o Mundo.
Ao contrário de Pedro e Luís, o jovem
Ricardo Gomes, 18 anos, não tinha nada a ver com aviões quando começou no divertimento, com apenas 13 anos.
“Sou dos arredores de Loulé e os aviões passavam lá por cima de minha casa. Então pedi à minha mãe para me trazer ao aeroporto, para os ver mais de perto, e um dia tive a ideia de registar os aviões em fotos”, esclarece.
Hoje, cinco anos depois de incubado o doce “vírus”, Ricardo chega a faltar à escola quando sabe que um modelo mais raro vai percorrer – ou já percorreu e vai descolar – a pista
do aeroporto de Faro.
Ele, que nunca andou de avião, é dos que “puros”, que coleccionam matrículas.
“Há colegas ‘spotters’ lá de dentro que me avisam e venho a correr, de mota”, elucida o jovem, que não há muitos dias apanhou uma “seca” de tarde inteira por causa de um raro A310 da companhia White, com hora de descolagem prevista para as 14:30, mas que acabou por levantar voo às sete da tarde.
A aterragem em
Faro de um velho Boeing 707 ou um 747 são festejadas entre os fotógrafos, devido à raridade do acontecimento, esclarece, ainda recordado de uma mensagem que recebeu numa manhã de 2004, que falava da iminência da chegada de um 747, também conhecido por Jumbo, da companhia Corsair.
“Vim para cá a correr, nem almocei nem nada. Um 747 é uma raridade em Faro, este ano ainda não aterrou nenhum e no ano passado só houve três”, garante, ele que conhece as “ocorrências” de naves raras devido à rede “spotter” que engloba vários trabalhadores do aeroporto.
Como a maior parte dos “spotters”, Ricardo atreve-se a um pequeno monte fronteiro à pista única
do aeroporto de Faro (que tem o mérito de ficar muito mais alto do que a rede de 2,5 metros, o que torna a pista visualmente limpa) munido de um pequeno aparelho de rádio, onde escuta toda a comunicação entre a torre de controlo e as tripulações.
Por 210 euros, os entusiastas ficam a saber da aproximação de uma aeronave ainda a
50 milhas, de que lado da pista será a aterragem, de que companhia é e qual o voo.
As fotos são depois colocadas
em sites da Internet especializados em “sppoting”, dois dos quais são portugueses – www.portugalspotters.org e www.algarvespotters.net – e têm colecções de milhares de aparelhos.
Longe vão os tempos em que o decano Pedro Aragão gastava parte substancial do ordenado no envio de fotos por correio um pouco para todo o mundo, para “trocar os cromos”.
“No meu tempo, gastava 300 euros por mês só em filmes”, afiança o “spotter” sénior, que só em 2004 se converteu ao digital, mas na era da película chegava a gastar um rolo inteiro num avião.
Durante 10 anos, Aragão esteve sozinho por aquelas bandas, “chegava a ficar junto à rede das 6:00 da manhã às 6:00 da tarde sem comer nem beber, quem por ali passava chamava-me o maluquinho dos aviões”, recorda o veterano, que não “faz” matrículas mas apenas modelos
de companhias de aviação.
Hoje, continua a fazer esperas prolongadas junto às redes dos aeroportos de toda a Europa: “Este Verão, em Frankfurt [Alemanha], estive oito dias, 12 horas por dia, debaixo de temperaturas de 46 graus”, afirma o fotógrafo, cujo entusiasmo em fotografar aviões é inversamente proporcional ao que confessa ser um “autêntico pavor” de voar.
Em Portugal, Pedro Aragão só lamenta algumas atitudes da polícia, que diz contrastarem fortemente com a compreensão e até alguma simpatia com que os “spotters” são vistos em todos os outros países europeus onde já fotografou.
“Em Espanha, onde têm o terrorismo, é compreensível que sejam um pouco mais severos. Pois bem, uma vez vieram ter comigo educadamente, pediram-me a identificação, e no fim pediram-me desculpa pelo incómodo”, relata.
Em oposição, alguns agentes portugueses e vários seguranças “só se preocupam em confundir-nos com terroristas e em tapar-nos um ou outro buraco que haja na rede”, lamenta.
“Não percebem que onde há fotógrafos não há terroristas, eles odeiam ser fotografados”, ironiza, sorrindo, o histórico da fotografia de aviões.

(João Prudêncio)
Fotos: Osores