sábado, 16 de fevereiro de 2008

Timor Leste: "A nossa missão é garantir a segurança” em Díli!

"A nossa missão é garantir a segurança” em Díli.

GNR não está envolvida em operações contra grupo de Gastão Salsinha

O subagrupamento Bravo da GNR em Timor-Leste não está envolvido em qualquer operação contra os rebeldes que segunda-feira atacaram o presidente e o primeiro-ministro timorenses, afirmou hoje o respectivo comandante.

"Não, não é essa a nossa missão", disse o capitão João Martinho quando questionado pelos jornalistas se os 141 militares da GNR estavam envolvidos na operação de captura do grupo liderado até segunda-feira por Alfredo Reinado e que agora é comandado pelo ex-tenente Gastão Salsinha.


"A nossa missão é garantir a segurança e a tranquilidade pública aqui em Díli", disse o capitão João Martinho, salientando que não recebeu "nenhum tipo de informação sobre o paradeiro" do líder do grupo que emboscou a coluna do primeiro-ministro, Xanana Gusmão, na estrada que liga Balíbar a Díli.

Gastão Salsinha, um ex-tenente das Falintil- Forças de Defesa de Timor-Leste, liderava o grupo de cerca de 600 peticionários que em 2006 foi afastado das forças de defesa e juntou-se mais tarde ao grupo de Alfredo Reinado, tornando-se no seu "número dois".

Na segunda-feira, enquanto Alfredo Reinado atacava a residência de José Ramos-Horta, Gastão Salsinha orientava a emboscada a Xanana Gusmão, em dois ataques que acabariam por provocar ferimentos graves no chefe de Estado mas deixariam ileso o primeiro-ministro.

No ataque à residência do presidente, Alfredo Reinado foi morto pela segurança, tal como o seu companheiro Leopoldino.

Em consequência do ataque, o juiz que lidera o processo "Reinado" emitiu mais cinco mandados de captura, todos dirigidos a indivíduos não civis e onde consta o nome de Gastão Salsinha.

O juiz enviou aos comandantes das Forças de Estabilização Internacionais (ISF) e da Polícia das Nações Unidas (UNPOL) um despacho em que recordava a "urgência" do cumprimento dos mandados de captura.

Em vigor continuam, no entanto, outros 13 mandados dos 17 emitidos em meados de 2007 contra elementos do grupo de Alfredo Reinado, dos quais dois referente a elementos presos e outros dois a Reinado e a Leopoldino, mortos no ataque de segunda-feira.


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