domingo, 6 de janeiro de 2008
Há três milhões de matrículas virtuais no registo automóvel!
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Insólita chuva de iguanas em Miami...
Insólita chuva de iguanas em Miami...
Uma anormal descida da temperatura, que ocorreu em Miami, provocou, nos parques da cidade, uma insólita chuva de iguanas que, paralisadas pelo frio, entraram em catalepsia. Nos parques Bill Baggs e Crandon de Key Biscayne, os transeuntes puderam ver os répteis cair pesadamente no chão, como se estivessem mortos. Agentes municipais tiveram de pegar nos animais e colocá-los ao sol para que estes se aquecessem e recuperassem a sua temperatura corporal.
A iguana tropical é um réptil de sangue frio que necessita estar a uma temperatura superior a 23 graus, e que claramente se sente muito bem quando a temperatura atinge os 35 graus. Com temperaturas muito baixas, o corpo das iguanas "hiberna", continuando o coração a bater.
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sábado, 5 de janeiro de 2008
Cinema: "Floripes" esgota salas algarvias há mais de 15 dias
Desde a estreia da película algarvia 'Floripes', no dia 20 de Dezembro, até à noite de sexta-feira as sessões diárias das 22:10 têm estado esgotadas.
A princípio o filme estava a ser projectado numa sala com 112 lugares, foi mais tarde mudado para uma sala menor (96 lugares) e depois voltou à sala inicial, informou fonte da bilheteira dos cinemas do Fórum Algarve, em Faro.
Além da sessão diária foi acrescentada uma segunda sessão do filme 'Floripes', às sextas-feiras e sábados à 00:40, que também tem esgotado sempre, afiançou uma das funcionárias da bilheteira em Faro, Rita Guimarães.
A afluência de espectadores algarvios ao filme rodado em Olhão, com 'sotaque' algarvio e legendado em português, é também, e principalmente, um fenómeno na cidade piscatória olhanense.
A sala de Olhão onde passa o filme, com 260 lugares, está sempre super-lotada, obrigando mesmo muitas pessoas - aconselhadas pelo 'boca à boca' - a deslocarem-se às salas de cinema de Faro.
"Vim de propósito de Olhão porque lá a sala estava cheia. Só vim ao cinema porque é um filme de Olhão com uma lenda da minha terra e temos de ajudar", lançou Paulo Jubilot, 35 anos, que confessou à reportagem, já não vir há quase seis meses ao cinema.
"Ouvimos falar do filme que era engraçado e em português. Vamos ver se é melhor do que aquele da Carolina - o 'Corrupção'", contou o jovem Fábio, 19 anos e bate-chapas de profissão, que veio com a namorada Clara, 17 anos, estudante.
A curiosidade, os falares com pronúncia algarvia como 'móce' (moço), 'tá tudo charingado' (está tudo estragado), 'tá o mar feto num cão' ou 'pádzé' (compadre Zé) e o facto de os actores serem todos de Olhão e conhecidos dos espectadores são os ingredientes apontados para o fenómeno cinematográfico regional.
O realizador do filme, Miguel Gonçalves Mendes, disse à Lusa estar orgulhoso pelo sucesso de bilheteira que o seu filme está a ter no Algarve e acredita que o fenómeno regional se explica por passar de "boca em boca".
"O sucesso explica-se em Olhão porque há uma grande empatia com o filme, que retrata um mito contado pela comunidade, e porque todos os actores são daquela cidade piscatória", defende o jovem realizador, de 29 anos, acreditando que depois a mensagem corre.
Nascido na Covilhã, mas tendo vivido a infância e adolescência em Olhão, Miguel Gonçalves Mendes contou que desde os nove anos que se recorda de ouvir contar a lenda da moura encantada que vagueava durante a noite por Olhão a tentar seduzir os homens para que a libertassem do seu feitiço.
Com o convite da 'Faro, Capital Nacional da Cultura', e com apenas 30 mil euros de orçamento para rodar o filme, Miguel Gonçalves Mendes explica ainda o sucesso pelo lado humorístico do filme e por abordar os temas do amor e do medo da morte.
"É um filme cheio de humor e os temas do amor e o medo da morte toca a todos. São temas que tocam muito às pessoas", refere o realizador, recordando que até a actriz principal, Selma Cifka (Floripes), a única profissional de todo o elenco, nasceu em Olhão.
A película já passou pelos festivais de cinema Fantasporto (Porto) e Indie (Lisboa), tendo estreado em Faro, Olhão e Lisboa em meados de Dezembro.
O filme conta com quatro protagonistas: Selma Cifka (Floripes), João Sancho (Julião), João Salero (Quinzinho) e Catarina Barros (Aninhas) e cerca de 50 actores secundários e figurantes, todos amadores e de Olhão, como o realizador gosta de repetir.
O filme demorou um mês e meio a rodar, tendo sido repartido três semanas para o documentário e outras três semanas para rodar a ficção.
A longa-metragem que continua a esgotar as sessões em Faro, vai estrear ainda este mês em Portimão e Silves, mas também pode ser vista em Lisboa nos cinemas Medeia King e no Porto no Medeia Cine Estúdio Teatro do Campo Alegre.
O filme, de 67 minutos e cuja banda sonora é original da autoria de Paulo Machado, baseia-se na lenda segundo a qual uma moura encantada tenta seduzir os homens para que a libertem do seu feitiço e a única forma de o fazer é atravessando o mar, levando consigo uma vela acesa, mas, se esta se apagar, ela morrerá.
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DAKAR: Irmãos Inocêncio tristes e inconformados com a anulação da prova!
Perante este cenário Francisco Inocêncio, piloto e responsável deste enorme estrutura nacional de todo o terreno, não tem dúvidas em afirmar que: "estamos perante um cenário verdadeiramente impensável e altamente lesivo para a nossa equipa. Preparámo-nos para quase tudo, mas isto estava completamente fora dos nossos horizontes. Sabemos perfeitamente que o Dakar é uma competição que comporta elevados riscos, inclusive financeiros, mas nunca, em trinta anos de prova, aconteceu a caravana ser impedida de partir.
Vice-campeão nacional, Nuno Inocêncio, que iria pilotar um Mitsubishi Pajero DiD, afina pelo mesmo diapasão: "Acredito que a organização tenha tentado por todos os meios não ser forçada a tomar esta decisão, mas ainda me custa a acreditar que não existisse um plano alternativo que minimizasse este brutal impacto negativo, que é a anulação de uma prova desta dimensão, na véspera da partida. Já não é a primeira vez que o Dakar é encurtado e perde etapas e mesmo a passagem por zonas simbólicas, mas dai até este nada vai uma distância que me custa a aceitar.
Em conjunto com os seus patrocinadores a equipa irá agora estudar projectos alternativos para esta temporada de 2008.
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Metereologia: 2008 vai ser um dos dez mais quentes!
2008 vai ser um dos dez mais quentes!
2008 vai ser um dos dez mais quentes!O ano que agora começa vai ser ligeiramente mais fresco que os sete anos mais recentes, mas entrará no grupo dos dez mais quentes desde meados do século XIX.
A estimativa foi feita pelo instituto de meteorologia do Reino Unido e por especialistas em clima da Universidade de East Anglia. Eles admitem que a temperatura média global registada no planeta seja 0,37 graus acima da média que se registou entre 1961 e 1990 (que foi de 14 graus). Mas, prevêem, este será o ano mais fresco desde 2000.
Para estes cálculos eles tiveram em conta o fenómeno La Niña, que ocorre agora no Oceano Pacífico, e que poderá fazer abrandar a tendência para o aumento das temperaturas, ao arrefecer a superfície dos mares em cerca de meio grau centígrado.
Apesar do aquecimento abrandar em 2008, os meteorologistas advertem para o facto de isso não ser sinal de que o aquecimento global cessou. Segundo eles, o que interessa é que entre 2001 e 2007 houve um aumento de 0,44 graus face a 1960-90 e que esse aumento foi de 0,21 graus face ao período 1991-2000. Nesse último ano, apesar de uma La Niña, houve aumento da temperatura face ao século passado.
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sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Lisboa-Dakar: "Grave golpe para o desporto"!
Sainz diz que é "grave golpe para o desporto" e Despres que lhe "cortaram as pernas"O sonho que fica por realizar, os resultados que ficam por acontecer, o trabalho e o investimento que quase nada rendeu... Depois de tantas expectativas, tudo se desmoronou hoje, quando a organização do Lisboa-Dakar anunciou que pela primeira vez em 30 anos o Dakar não se iria realizar.
Carlos Sainz: "É um grave golpe para o desporto"
Carlos Sainz, um dos favoritos à vitoria, mostrou-se muito «desiludido e triste» com a anulação da prova. "Que se anule uma prova como o Dakar por um motivo extra-desportivo é criar um grave precedente no desporto", afirmou o piloto da Volkswagen. Carlos Sainz disse ainda que ficou surpreendido com a decisão dos organizadores em anular a totalidade da prova, seguindo a recomendação do Governo Francês para não atravessarem a Mauritânia, devido aos conflitos terroristas que se vivem no País, cenário de oito das quinze etapas. "Pensei que fossemos até Marrocos e que seriam anuladas as etapas na Mauritânia, sendo criado depois uma etapa alternativa em Marrocos, já que é um pais mais seguro. Se decidiram cancelar toda a prova, lá terão as suas razões", disse o piloto Madrileno.
Marc Coma: "Os meus melhores anos estão a passar"
Vencedor na categoria de motos em 2006, Marc Coma, ficou «decepcionado» com a anulação da edição deste ano e que apesar de pessoalmente sentir que os seus melhores anos estão a passar, lamentava ainda mais por África e por todos os que trabalharam na preparação do rali. "Pessoalmente, a carreira desportiva é curta. O ano passado perdi o Dakar e este ano não o posso sequer correr. Os meus melhores anos estão a passar. Felizmente já venci esta prova por uma vez", disse o piloto que no ano passado teve de abandonar a duas etapas do fim, quando liderava a classificação. "Não se trata apenas de uma corrida, é muito mais. É o trabalho de muitos meses", comentou o piloto, preocupado com as consequências que a anulação da prova terá para na Mauritânia.
Despres: "Cortaram-me as duas pernas"
O francês, Cyril Despres, vencedor na edição passada, na categoria de motos, mostrou-se também ele decepcionado, sentindo que lhe tinham «cortado as duas pernas». "Não se pode fazer um Dakar sem que se goste de Africa. Penso na minha equipa e também em toda a gente que quer a corrida, em quem esteve tanto tempo a preparar a corrida com que tanto sonhavam e quando cai uma notícia assim é muito duro". Apesar da tristeza, Despres, confia na decisão dos organizadores: "A organização tomou uma decisão que respeito muito, porque eles montam a corrida e nós apenas participamos no jogo!, afirmou o motard Francês.
Elisabete Jacinto: «Antigamente os pilotos sobreviviam e hoje em dia não sobrevivem?»
Também Elisabete Jacinto se mostrou critica com a decisão, lançando uma questão que nos faz pensar: «Antigamente os pilotos sobreviviam e hoje em dia não sobrevivem?». A piloto Portuguesa considerou que a decisão de anular o Lisboa-Dakar 2008 é "estranha" e pode comprometer o futuro da prova.
Elisabete considera que "parece estranho. Eu não tenho informações suficientes para dizer seja o que for. Sei que até agora a organização disse sempre que tinha garantido a segurança e que trabalhou junto do governo da Mauritânia para garantir a segurança de toda a comitiva. Agora é estranho que, à última da hora, mesmo na véspera da partida, se venha a tomar uma decisão destas", lamentou, procurando "acreditar que houve razões válidas para a organização tomar esta opção", apesar de sublinhar que não tem as informações todas para saber se a decisão foi a acertada.
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DAKAR: Comunicados...
PORTIMÃO - CIDADE ETAPA DO LISBOA-DAKAR LAMENTA A ANULAÇÃO DA EDIÇÃO DESTE ANO!
Em virtude da anulação da edição deste ano do Lisboa - Dakar por parte da organização, o Município de Portimão, enquanto Cidade Etapa desta mítica prova, vem informar que todas as iniciativas previstas para esta cidade, no âmbito deste evento, foram canceladas, nomeadamente o Concerto com Ricardo Azevedo e João Pedro Pais agendado para a noite de dia 5, na Zona Ribeirinha de Portimão, e todo esquema de transportes montado especialmente para os dois dias de Dakar em Portimão.
O presidente da CM de Portimão, Manuel da Luz, lamenta esta decisão de última hora por parte da organização francesa, numa altura em que tudo estava preparado em Portimão, para receber, pelo terceiro ano consecutivo, esta grande prova desportiva que atrai dezenas de milhares de pessoas até esta cidade e à Região do Algarve, naquela que é considerada como uma mega operação promocional, capaz de projectar a região por todo o mundo.
O facto de o Dakar não se realizar como previsto, tem desde já consequências a vários níveis, com impactos económicos negativos, directos e indirectos, que serão apurados para que possam ser reclamados e ressarcidos junto da organização desta prova, sendo que dificilmente será possível colmatar muitos dos danos provocados por esta decisão.
No âmbito da programação preparada para assinalar este inicio de ano de 2008, o Portimão Arena continua a ser palco do SolRir - Festival de Humor que hoje apresenta o último espectáculo com João Seabra, Raul Orofino, Nilton e Rafinha Bastos. Está ainda agendado para este palco, no domingo (dia 6 de Janeiro), pelas 21h30, o grande Concerto e Bailado de Ano Novo pela Orquestra de Kiev e o Ballet de Madrid Alicia Alonso, com os melhores momentos do Quebra Nozes e Valsas de Strauss.
COMUNICADO DO PRESIDENTE DO TURISMO DO ALGARVE
O presidente do Turismo do Algarve, António Pina, lamenta o anúncio do cancelamento do rali Lisboa-Dakar 2008, feito pela organização internacional do evento na véspera do início da prova.
Ficam frustradas as expectativas criadas pelos agentes económicos da Região em geral e de Portimão em particular, cidade-etapa onde o evento deveria fixar-se no fim-de-semana de 5 e 6 de Janeiro, colocando o Algarve no mapa de uma das provas mais mediáticas do planeta.
O Turismo do Algarve antecipa com apreensão os prejuízos do cancelamento do rali na actividade turística do destino e na persecução dos objectivos traçados para o início do ano pela Região de Turismo do Algarve (RTA) e pela Associação Turismo do Algarve (ATA).
Faro, 2008-01-04
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Dakar 2008: Mensagem da Al-Qaida levou a anulação da prova...
Citando uma fonte próxima do processo, a Agência France Press diz que o conteúdo da mensagem, a sua data e o canal pela qual foi transmitida às autoridades da Mauritânia não foram revelados.
No entanto, a mesma fonte garantiu em Paris que esta dava conta da "vontade e capacidade de certos grupos que se reclamam da Al-Qaida em atacar franceses na Mauritânia".
Estas ameaças estão relacionadas com o assassinato, no dia 24 de Dezembro, de quatro cidadãos franceses num ataque que as autoridades mauritanas atribuem a simpatizantes do Braço da Al-Qaida para o Magreb Islâmico (BAQMI).
Os serviços secretos franceses interceptaram nas últimas semanas conversas entre grupos próximos da organização terrorista que pretendiam realizar atentados em sectores por onde estava prevista a passagem do Rali.
Os organizadores do Dakar 2008 alegaram hoje razões de segurança para justificar a anulação da 30ª edição da maior competição mundial de todo-o-terrono, que deveria sair de Lisboa este sábado e terminar na capital senegalesa a 20 de Janeiro.
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CTT mantêm emissão filatélica comemorativa dos 30 anos do Dakar
No mesmo dia em que o rali arrancaria de Lisboa, os Correios lançam um bloco filatélico, composto por quatro selos, onde aparecem alguns dos nomes que têm representado o nosso país nesta prova.
"O cancelamento da prova e o facto de se destinar a comemorar a passagem de trinta anos sobre a data em que o primeiro rali partiu de Paris rumo a Dakar dá um valor especial a esta colecção dos CTT, suscitando grande interesse entre os coleccionadores e fazendo prever uma procura inusitada, tanto no mercado filatélico nacional, como no internacional", revelou hoje a empresa.
A colecção de 60 mil exemplares (cada bloco com o valor facial de 2,75 euros) sendo os selos que constituem os blocos de 1,25 euros, 75, 45 e 30 cêntimos (cada um deles retrata veículos que já participaram no Lisboa-Dakar sob as cores portuguesas). O selo de 1,25 euros representa o camião de Rainer Weigart. No de 75 cêntimos aparece o quatro-rodas de Carlos Sousa. Os selos de 45 e 30 cêntimos retratam as motos de Hélder Rodrigues e Ruben Faria.
Salientado o facto da a partida para a prova ter estada marcada para Belém, frente ao Mosteiro dos Jerónimos, os Correios apresentam esta emissão como uma "homenagem a uma aventura do espírito humano que, do mesmo ponto de partida e à semelhança da gesta de Quinhentos, une as margens dos oceanos de areia estreitando laços entre povos e civilizações".
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Portimão quer ser indemnizada!! - com razão!!
Presidente da Câmara diz que há muito dinheiro investido.
O presidente da Câmara Municipal de Portimão declarou que vai pedir à organização do Lisboa-Dakar 2008 o retorno de 1,5 milhões de euros que a autarquia investiu para receber a prova que hoje foi cancelada.
Segundo Manuel da Luz, os "juristas da autarquia estão a estudar as contratualizações que foram feitas para que seja exigida à organização o retorno do investimento que a autarquia fez para receber a prova em Portimão".
O autarca disse que já foram investidos 90 por cento do 1,5 milhão de euros, estando os restantes 10 por cento destinados a alojamento e outras questões logísticas para o fim-de-semana.
Manuel da Luz considerou a situação "estranha" porque "alegadamente terá a ver com as mortes de turistas franceses que ocorreram há cerca de uma semana".
"Espero que não seja uma questão política entre os governos francês e da mauritânia", disse.
"Para além da logística, existem valores do contrato pela passagem do rali em Portimão, há eventos paralelos e a preparação do terreno, isto para além da promoção da cidade e da região", adiantou outra fonte da autarquia.
Só em 2007, a promoção da cidade na imprensa foi equivalente a 2 milhões de euros de investimento publicitário.
Concertos cancelados
A autarquia portimonense cancelou os concertos de Ricardo Azevedo e de João Pedro Pais, integrados no programa da passagem do Rali por Portimão, agendados para dia 5 na zona Ribeirinha da cidade.
Autarquia de Portimão quer um milhão de euros de volta…
O presidente da Câmara Municipal de Portimão, Manuel da Luz, considera “um erro” a anulação do rali Lisboa-Dakar, decisão que prejudica “toda a região algarvia”. A 2.ª etapa da prova de todo-o-terreno, que estava agendada para domingo, seria totalmente corrida no Algarve, designadamente no barlavento. “É lamentável – para a região algarvia e para Portimão.
(do Região Sul)
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Lisboa-Dakar 2008: DESILUSÃO geral!!
A euforia e a pressão que se vivia na zona de verificações técnicas do rali todo-o-terreno Lisboa-Dakar 2008, em Lisboa, deu hoje lugar ao desânimo e ao início da arrumação de material, devido ao anúncio de anulação da prova.
Em vez da habitual azáfama vivida em redor e na tenda onde eram verificadas as especificações das máquinas participantes na prova, apenas três horas depois do anúncio da organização de não ir para a frente com o rali o espaço já está a ficar vazio, com excepção de alguns membros de equipas e jornalistas que convivem calmamente num dos bares do recinto...
Na tenda das verificações, os mecânicos já começam a arrumar material e ao longo do Centro Cultural de Belém é possível ver membros da organização a transportarem material de um local para outro, já em passo calmo, a contrastar com o ambiente vivido nos últimos dois dias.
Apenas a zona dos patrocinadores em volta do parque fechado, de onde os concorrentes já começam a retirar os veículos que lá tinha ficado após concluírem as suas verificações, ainda tem algum movimento, mas de público, que aproveita os últimos momentos para ver de perto as máquinas e pilotos que iriam disputar o rali, mas que agora vão regressar aos países de origem.
Este é o caso de Ana Conceição, estudante de 18 anos, que, com um grupo de amigos, estava encostada à vedação do parque fechado a ver os carros em fila à espera de autorização e documentação necessária para abandonar o recinto.
"É uma pena não haver rali. Não estava nada à espera disso. Mas já que vim cá, agora estou a aproveitar para ver os carros que ainda aqui estão", afirmou, enquanto os amigos gritavam à passagem dos carros que deixavam o parque.
O mesmo aconteceu com Joaquim Santos, empresário, de 48 anos, que tinha vindo hoje ao recinto para ver os carros e sábado tinha previsto estar presente na partida.
"É incrível. Estava a pensar vir amanhã (sábado) ver a partida, mas já não vai haver. Sinto-me um pouco desiludido. Agora restou-me ver aqueles que ainda aqui estavam", disse Santos, que se preparava para deixar o recinto, concluindo: "já não faço aqui nada".
Outros, aproveitavam para comprar alguns produtos de "merchandising" do rali, que vai falhar a terceira partida consecutiva de Lisboa devido à falta de segurança na Mauritânia, que forçou a organização a anular a prova, depois de o governo francês ter desaconselhado a deslocação ao país africano, onde quatro cidadãos seus foram assassinados a 24 de Dezembro.
"Estou só a aproveitar para comprar aqui uma prenda para dar à minha filha, com o símbolo do Dacar. Ela era para vir amanhã (sábado) ver a partida, mas agora já não virá", disse por seu turno Beatriz Costa, de 38 anos.
A véspera da data da partida do Lisboa-Dakar 2008 ficou assim ensombrada pela anulação da prova, que deixou participantes, espectadores, patrocinadores e organizadores frustrados por verem os projectos iniciados há tanto tempo terminar antes do início.
Houve ainda alguém que acrescentou – mais uma vez o terrorismo venceu! – é triste!
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ÚLTIMA HORA - Lisboa-Dakar 2008 cancelado!!
A Organização do Lisboa-Dakar 2008 decidiu cancelar a prova por não estarem reunidas as condições de segurança, nomeadamente na Mauritânia. Para as 12h00 está prevista uma comunicação oficial.
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Qualquer infractor pode beneficiar do regime 'gato fedorento'!
Foi isto que aconteceu ao 'gato fedorento' José Diogo Quintela, fiscalizado na madrugada do dia 01 em Lisboa com 1,6 grs/l de álcool no sangue, e ao futebolista do Benfica Luisão, apanhado em Janeiro do ano passado com 1,33 grs/l, mais 0,83 grs/l do que é permitido por lei.
Na quarta-feira, quando José Diogo Quintela foi presente a tribunal, outros automobilistas detectados na mesma noite com uma taxa de álcool igual ou superior a 1,2grs/l (a partir da qual a infracção é considerada crime) viram o juiz decretar-lhes a suspensão do processo por um período de quatro meses e a condenação ao pagamento de 400 euros à Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral (APPC), disse à agência Lusa a defensora do humorista.
A advogada Ana Rita Campos sublinhou à Lusa que o 'gato fedorento' não foi alvo de «qualquer tipo de discriminação positiva» e que esta foi apenas «uma situação completamente trivial» e prevista no artigo 281 do Código do Processo Penal (Suspensão Provisória do Processo).
A causídica explicou que, a pedido da defesa e com a concordância do procurador do Ministério Público (MP), o humorista foi sujeito, por decisão do juiz de instrução, «a um processo sumaríssimo que determina a injunção (pagamento a uma instituição de solidariedade social) e à imposição de uma regra de conduta» de 40 horas de trabalho comunitário.
«Num processo destes não se aplicam penas criminais», disse a advogada, referindo que qualquer condutor pode solicitar ao MP este mecanismo legal, evitando assim um julgamento pela infracção criminal e uma coima que pode ir de 500 a 2.500 euros (pena de prisão até um ano ou pena de multa até 120 dias, com uma sanção acessória de proibição de conduzir entre três meses e três anos).
Para este efeito, o condutor detectado tem de ser primário (não ter qualquer antecedente por questões graves de trânsito) e ter um nível de culpa diminuído, ou seja, não ter sido fiscalizado a fazer uma condução perigosa ou tentado fugir às autoridades, entre outras.
«A injunção é determinada pelo juiz e não depende do montante mínimo ou máximo da multa estipulada em julgamento», avançou Ana Rita Campos.
A advogada sublinhou que José Diogo Quintela e os outros automobilistas na mesma situação terão o processo suspenso por quatro meses, o que significa que, se nesse período não cometerem qualquer ilícito de trânsito, ficam-se pelo donativo de 400 euros e escapam ao procedimento criminal e à apreensão da carta de condução.
Caso cometam alguma transgressão nesse período, os condutores serão sancionados por essa infracção e a infracção que tinham suspensa passa a criminal e serão julgados e condenados também por ela.
Ana Rita Campos vincou que este «é um critério de consensualidade e não de legalidade estrita», havendo acordo entre a Justiça e o infractor para compor o litígio e evitar que o condutor volte a cometer o mesmo ilícito.
«Escapa um bocadinho à legalidade estrita e estando prevista na lei [artigo 181 do Código do Processo Penal (CPP)] pode ser accionada com a concordância do MP e do juiz de instrução», concluiu, admitindo que passa pela boa vontade e visão destas duas partes.
Sobre esta questão, o procurador António Ventinhas, da direcção do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP), considerou, em declarações à Lusa, que «não existe uma uniformidade de procedimentos».
«Há comarcas onde se aplica [a suspensão provisória do processo], há outras onde não se aplica», disse o magistrado, alertando que, «com a actual revisão do CPP, as dúvidas quanto à aplicação deste instituto aumentam ainda mais».
«A norma exige agora que o arguido não tenha beneficiado de uma suspensão provisória anterior, mas não existe uma base de dados a nível nacional onde a aplicação de tais medidas se encontre inscrita», criticou.
Na opinião do magistrado, «legislou-se partindo do pressuposto que existiam meios que na verdade não existem e ainda não foram criados desde a alteração da lei».
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quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
Serra da Estrela - Nevão mais intenso fecha estradas!
A forte queda de neve na Serra da Estrela levou, esta tarde, ao condicionamento do trânsito na estrada entre Covilhã e Manteigas, disse à Agência Lusa fonte do Centro de Limpeza de Neve.
Já ontem, desde que a neve começou a cair com intensidade, tinha sido encerrada a ligação Piornos-Torre-Lagoa Comprida, que permanece fechada.
"Há um forte temporal, com muito nevoeiro, vento e neve. Para além da estrada Piornos-Torre-Lagoa Comprida, tivemos que condicionar desde as 16:45 a ligação Covilhã-Manteigas, só para veículos com correntes", alertou a fonte.
A temperatura nos Piornos ronda os dois graus negativos e há locais onde a neve, puxada pelo vento, já se acumula com mais de dois metros de altura.
Este é o nevão mais intenso desta temporada na Serra da Estrela, sendo a neve visível nas encostas sensivelmente a partir dos mil metros de altitude.
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Detido engenheiro suspeito de roubar 10 mil euros em 18 gasolineiras!
O engenheiro, de 37 anos, tentou ainda um 19.º assalto e consumou cinco furtos, disse fonte da Divisão de Investigação Criminal (DIC) da PSP, que efectuou a detenção.A polícia imputa-lhe ainda uma tentativa de atropelamento de um agente de autoridade. O engenheiro civil foi detido quarta-feira e vai aguardar julgamento em prisão preventiva, por decisão do Tribunal de Instrução Criminal do Porto.
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Segurança: Vodafone lança sistema de segurança contra roubo de automóveis !
Fonte da Vodafone Portugal disse à Lusa que a empresa não tem conhecimento da existência a nível internacional de qualquer serviço disponível com características semelhantes ao que será lançado no dia 8 de Janeiro em Portugal.
O sistema "Wireless Safe Car", desenvolvido em parceria com a empresa britânica i-mob, especializada em sistemas de segurança para automóveis, permite aos proprietários dos veículos, apenas utilizando um telemóvel GSM (de segunda geração), imobilizarem remotamente um automóvel roubado e saber a sua localização através de GPS (satélite).
A Vodafone salienta que em caso de carjacking, uma técnica frequentemente utilizada para roubo de veículos, ou furto da viatura, o proprietário pode saber a localização do automóvel e imobilizá-lo, permitindo a sua mais fácil recuperação.
Fonte da Vodafone salientou que este sistema inovador, que será lançado na próxima semana apenas em Portugal, foi desenvolvido em parceria entre a i-mob e a subsidiária portuguesa e não com a operadora multinacional de comunicações Vodafone.
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17:44
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ABERTURA OFICIAL DAS COMEMORAÇÕES DO II CENTENÁRIO DE “OLHÃO DA RESTAURAÇÃO” É JÁ NO PRÓXIMO SÁBADO
ABERTURA OFICIAL DAS COMEMORAÇÕES DO II CENTENÁRIO DE “OLHÃO DA RESTAURAÇÃO” É JÁ NO PRÓXIMO SÁBADO
Olhão está em contagem decrescente... no próximo sábado, dia 5 de Janeiro, decorre a abertura oficial das comemorações Olhão da Restauração - 200 anos «1808-2008».
Nesse dia, um conjunto de iniciativas espalham a festa por todo o Município e dão o mote para os 12 meses que se seguem.
Logo pelas 9:00 da manhã o Caíque «Bom Sucesso» começa uma série de passeios até à barra, gratuitos e abertos a toda a população. Às 9:30, realizar-se-á a arruada pela Banda Filarmónica 1º de Dezembro nas principais ruas da cidade. Será o sinal para a apresentação das Charolas de Bias, Cavacos e Quelfes no Coreto da cidade.
Ao meio-dia, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, o Presidente do Município irá desvendar as linhas gerais do programa e apresentar os grandes objectivos destas comemorações. Nesta Sessão Solene o líder do executivo abrirá oficialmente as comemorações do II Centenário de Olhão.
A partir das 15:00, a Animação de Rua irá tomar conta da cidade, através de dezenas de iniciativas fixas e itinerantes. Pelos 2 palcos montados no Jardim Pescador Olhanense vão passar vários grupos de rock, pop e jazz, numa inesquecível sucessão de concertos. O Quarteto «Á Lá Capela» Jazz, Campónios Band (grupo de Metais), Ludo (pop/rock), Rockestra (rock de música clássica), Aldabranda (grupo de música árabe)e o rancho folclóricos da Ria Formosa serão os responsáveis pela animação musical que irá durar até ao pôr do sol.
As crianças irão também celebrar este dia com um programa muito especial que se desenrolará na Tenda Infantil, colocada no Jardim. Teatro de fantoches, contos infantis e actividades de expressão plástica são algumas das propostas para os mais novos que terão como tema base as comemorações dos 200 anos.
Paralelamente, as principais artérias da cidade irão assistir à actuação itinerante de declamadores, mimos, palhaços, andas e intérpretes de uma peça de teatro de rua.
No final deste dia intenso, o convite não deixa margem para dúvidas. A música vai continuar em alta, com 2 concertos que terão lugar na Sociedade Recreativa Progresso Olhanense. O Projecto Fado Nú sobe ao palco a partir das 21:30, num espectáculo que promete aquecer a noite. Às 23:00, é a vez de Hugo Alves Quarteto e Mais mostrar porque é que é considerado um dos melhores agrupamentos de jazz a nível nacional. Estes concertos têm entrada gratuita.
Pela onda de festa, pela diversidade de eventos, pela animação das ruas e, principalmente, pela marca que a história deixou nesta terra, Olhão merece ser visitado ao longo de todo o ano de 2008. Já no próximo sábado, arranca Olhão da Restauração - 200 anos «1808-2008», um programa a não perder!
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Governo abre concurso para novo canal generalista!
O Governo aprovou hoje uma resolução prevendo a abertura de um concurso público para a abertura de um novo canal generalista em sinal aberto na televisão portuguesa, cuja decisão deverá ser tomada até ao fim do ano.
A apresentação da resolução sobre o serviço de radiodifusão televisiva digital terrestre foi apresentada em Conselho de Ministros pelo titular da pasta dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva.
"O Governo decidiu que parte do espaço remanescente [na plataforma de frequência digital terrestre] deve ser afectada à difusão em sinal aberto de um novo canal generalista", declarou o ministro dos Assuntos Parlamentares.
Também de acordo com Augusto Santos Silva, o Governo determinou que "o concurso público para o lançamento do novo canal generalista de sinal aberto deverá ocorrer até 180 dias depois do acto público do concurso para a plataforma digital terrestre".
"Naturalmente, neste processo, primeiro tem que ser lançada a plataforma tecnológica e só depois podem ser lançados os concursos para os novos conteúdos dessa plataforma", justificou o membro do executivo.
Em terceiro lugar, Augusto Santos Silva referiu, como tecnicamente é possível acomodar até mais três novos canais na plataforma de sinal aberto - e como o Governo só decide lançar um novo canal -, há então espaço de espectro que continua remanescente.
"O Governo vai reservar essa quantidade de espectro remanescente para o início de emissões em alta definição dos operadores de televisão licenciados ou concessionados para emitir em sinal aberto", ou seja a SIC, a TVI e a RTP, acrescentou Santos Silva.
Na conferência de imprensa, Augusto Santos Silva declarou que as decisões do Governo "permitirão responder às duas manifestações de interesse" que foram colocadas pelos diferentes agentes no processo de consulta pública sobre os desenvolvimentos da televisão digital terrestre em Portugal.
O ministro sustentou depois que as decisões do executivo "respondem positivamente aos interesses daqueles que manifestaram a vontade de que esta fosse uma oportunidade para o aparecimento de novos operadores no mercado de televisão em Portugal".
"Mas as nossas decisões também permitem responder às expectativas legítimas dos actuais operadores de televisão, que solicitaram que esta fosse uma oportunidade para pudessem difundir as suas emissões em alta definição", advogou.
Ou seja, segundo o membro do Governo, a resolução agora aprovada "acomoda os dois interesses" em jogo e "acrescenta valor à televisão digital terrestre em sinal aberto".
"Trata-se assim de um incentivo à migração dos telespectadores do analógico para o digital, até porque na televisão digital terrestre será oferecido um novo serviço, através de um novo canal", acrescentou.
Ao contrário das perspectivas mais negativas quanto às limitações do mercado televisivo nacional, o ministro dos Assuntos Parlamentares defendeu que o aparecimento de um novo canal "permitirá aumentar a concorrência com efeitos evidentes para os telespectadores, que vêem aplicadas as suas liberdades de escolha".
"O surgimento de um novo canal suscita também novas oportunidades para a indústria do áudio visual portuguesa, em particular para a produção independente e para o tecido de pequenas e médias empresas" nesta área, advogou ainda.
Ainda em defesa das decisões do Governo, Augusto Santos Silva observou que a evolução do sector áudio visual em Portugal e na Europa "é muito rápida e está em curso".
"É essencial que a televisão digital terrestre possa constituir uma oferta concorrente com outras plataformas, como as de cabo, satélite ou cobre", argumentou.
Interrogado sobre o âmbito de cobertura do novo canal generalista, o ministro respondeu que terá de ser "nacional".
Ou seja, "terá de cumprir as obrigações dos canais generalistas que emitem em sinal aberto, que é a cobertura de todo o território português", especificou.
No entanto, o ministro dos Assuntos Parlamentares referiu que "o requisito da universalidade [da cobertura] é específico da RTP, que tem de chegar a todos os lugares".
"A obrigação que impede sobre os restante generalistas é que cubram a totalidade do território nacional e não cem por cento da população portuguesa", justificou.
Em relação ao calendário para o início de emissões do novo canal, o titular da pasta dos Assuntos Parlamentares sublinhou que o Governo já recebeu o relatório final do processo de consulta pública apresentado pela ANACOM e pelo Gabinete da Comunicação Social, assim como já tem ao seu dispor os projectos de portaria para o regulamento do concurso do novo operador.
"O concurso para a plataforma digital terrestre deve ser lançado muito brevemente. A partir do lançamento deste concurso, a previsão do Governo é que, até à conclusão do [segundo] concurso para a atribuição do novo canal generalista, deverá mediar até um ano", declarou.
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Está ai o Lisboa/Dakar 2008!
Desde o quad Yamaha YFM 700 R de João Nazareth, a quem coube ser o primeiro a arrancar frente ao Mosteiro dos Jerónimos, até ao camião MAN de Elisabete Jacinto, são 27 as equipas portuguesas que desde este sábado enfrentam o enorme desafio que representa participar no Rali Euromilhões Lisboa-Dakar.
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FARO: 38º GP dos Reis em Atletismo!
500 ATLETAS DISPUTAM 38.º GRANDE PRÉMIO DOS REIS EM ATLETISMO
O clássico Grande Prémio dos Reis em Atletismo vai ser disputado nas ruas da baixa de Faro, no próximo Sábado, dia 5 de Janeiro, pelo 38º. Ano consecutivo.
O programa arranca com a prova da Marcha-Passeio dos Reis, pelas 15:00, direccionada a avós, pais e netos, seguindo-se posteriormente as corridas dos diversos escalões etários, com partidas e chegadas no Jardim Manuel Bivar.
O Grande Prémio dos Reis irá envolver meio milhar de atletas participantes, contando com atletas nacionais de grande prestígio e renome internacional, destacando-se os olímpicos em femininos Yelena Prokopchuca (vencedora Maratona Nova-Iorque 2006/2007), Ana Dias (2.ª S. Silvestre - Amadora) e Carolina Yazhinska (Polaca) e em masculinos Paulo Guerra e Manuel Damião (Maratona), Luís Jesus e Alberto Chaíça (Conforlimpa), Manuel Silva (SLBenfica), António Travassos (SCP) e Youri Abramov (RUS) acompanhado com a selecção russa masculina e feminina que estão a estagiar no Algarve.
Este evento, que conta com a participação de 8 países estrangeiros, já é uma prova clássica no panorama desportivo internacional e é uma iniciativa da Associação de Atletismo do Algarve e da Câmara Municipal de Faro, com apoio do Inatel, Juntas de Freguesia da Sé, São Pedro e Montenegro e do Comércio Local.
Programa:
15:00- Marcha/Passeio para avós, pais e netos
16:00- Benjamins B- Femininos
- Benjamins B- Masculinos
16:15- Infantis- Femininos
- Infantis- Masculinos
16:30- XVII Mini Prémio dos Reis (iniciados e juvenis)- Femininos
16:50- XXXIV Mini Prémio dos Reis (iniciados e juvenis)- Masculinos
17:15- XXVI Grande Prémio dos Reis (juvenis/seniores/veteranos)- Femininos
17:40- XXXVIII Grande Prémio dos Reis (juvenis/seniores)- Masculinos
Inatel/ Veteranos Masculinos
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Melgaço - Concelho fica sem escolas primárias em 2009!
Melgaço: Concelho fica sem escolas primárias em 2009!
As cinco escolas primárias que ainda «resistem» em Melgaço vão fechar de vez no final do ano lectivo 2008/2009, sendo os alunos transferidos para um novo centro escolar na vila, informou hoje o presidente da Câmara.
Rui Solheiro disse à Lusa que o novo centro escolar está neste momento em concurso público, por 1,7 milhões de euros e vai servir os alunos de 11 freguesias da zona ribeirinha da vila, «em nome de um ensino moderno e de qualidade».
O autarca lembrou que a Câmara de Melgaço foi a primeira do País a construir um centro escolar, em 2000, quando abriu em Pomares uma estrutura para concentrar todos os alunos das sete freguesias serranas, o que permitiu o encerramento de sete escolas primárias.
O Centro Escolar de Pomares, que representou um investimento de 1,1 milhões de euros, acolhe actualmente cerca de 90 alunos, quer do 1º ciclo quer do pré-primário.
«Faltava-nos um equipamento do género para as freguesias da parte mais baixa do concelho, e é essa lacuna que vamos agora colmatar», disse Solheiro.
O novo centro escolar será composto por 14 salas de aulas e estará dotado de ligação à Internet, bem como de uma biblioteca e um espaço para actividades desportivas, devendo acolher cerca de 400 crianças, do pré-primário e do 1º ciclo.
O equipamento estará concluído a tempo de acolher o início do ano lectivo 2009/2010 e deverá ser dotado de painéis solares fotovoltaicos, que lhe darão alguma autonomia energética.
No distrito de Viana do Castelo, funcionam este ano lectivo 160 escolas do 1º ciclo, menos 23 do que em 2006/2007 e menos 98 do que há dois anos.
Em 2004, a Câmara de Paredes de Coura optou pela concentração do primeiro ciclo num único edifício, construído de raiz, face ao cada vez mais reduzido número de alunos, uma situação que levava a que a maioria das escolas estivesse «praticamente às moscas».
Neste ano lectivo, existem ainda no distrito de Viana do Castelo algumas escolas com um reduzido número de alunos, como a de Gaifar, em Ponte de Lima, com apenas oito jovens.
Outros exemplos são as escolas de Nogueira, em Ponte da Barca (11 alunos), Montaria e Samonde, em Viana do Castelo (com 13 cada uma), a de Troviscoso, em Monção (com 14), ou ainda a de Sopo, Vila Nova de Cerveira (com 16).
O distrito de Viana do Castelo contava com 258 escolas primárias no ano lectivo 2005/2006.
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XXVII Encontro de Charolas em Faro!
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quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
América do Sul: Governo colombiano acusa FARC pelo fracasso das negociações!
Governo colombiano acusa FARC pelo fracasso das negociações
O alto comissário para a Paz da Colômbia, Luís Castro Restrepo, afirmou que o fracasso da libertação dos três reféns em poder das FARC ocorreu porque o grupo guerrilheiro omitiu muitas das informações necessárias para o resgate.
Em declarações à rádio argentina Continental, Restrepo Restrepo afirmou que as FARC «mentiram e enganaram» o presidente venezuelano, Hugo Chávez, que liderava as tentativas de resgate, quando lhe fizeram acreditar que libertariam os reféns.
A operação para libertar Clara Rojas, o seu filho Emmanuel e Consuelo González, foi suspensa na segunda-feira, quando Chávez leu uma carta das FARC que afirmava que o aumento das operações militares na região iria impedir a entrega dos reféns.
O facto foi negado, em conferência de imprensa em Villavicencio, de onde partiriam os aviões, pelo presidente Alvaro Uribe. O chefe de estado colombiano ofereceu um «corredor humanitário» para a saída dos reféns, em resposta ao pedido da missão internacional de declarar cessar fogo.
Por sua vez, a Cruz Vermelha afirmou que as possibilidades de libertação dos reféns em mãos das Farc são «altas», conforme os guerrilheiros prometeram a Chávez em 9 de Dezembro de 2007.
De acordo com a Rádio Caracol de Bogotá, Chávez ordenou às equipes com insígnias da Cruz Vermelha que estão em Villavicencio, a 90 quilômetros de Bogotá, para se manterem em estado de alerta frente a uma eventual libertação de Clara Rojas.
O alto comissário para a Paz da Colômbia, Luís Castro Restrepo, afirmou que o fracasso da libertação dos três reféns em poder das FARC ocorreu porque o grupo guerrilheiro omitiu muitas das informações necessárias para o resgate .
Em declarações à rádio argentina Continental, Restrepo Restrepo afirmou que as FARC «mentiram e enganaram» o presidente venezuelano, Hugo Chávez, que liderava as tentativas de resgate, quando lhe fizeram acreditar que libertariam os reféns.
A operação para libertar Clara Rojas, o seu filho Emmanuel e Consuelo González, foi suspensa na segunda-feira, quando Chávez leu uma carta das FARC que afirmava que o aumento das operações militares na região iria impedir a entrega dos reféns.
O facto foi negado, em conferência de imprensa em Villavicencio, de onde partiriam os aviões, pelo presidente Alvaro Uribe. O chefe de estado colombiano ofereceu um «corredor humanitário» para a saída dos reféns, em resposta ao pedido da missão internacional de declarar cessar fogo.
Por sua vez, a Cruz Vermelha afirmou que as possibilidades de libertação dos reféns em mãos das Farc são «altas», conforme os guerrilheiros prometeram a Chávez em 9 de Dezembro de 2007.
De acordo com a Rádio Caracol de Bogotá, Chávez ordenou às equipes com insígnias da Cruz Vermelha que estão em Villavicencio, a 90 quilômetros de Bogotá, para se manterem em estado de alerta frente a uma eventual libertação de Clara Rojas.
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Lisboa/Dakar: Algarve tem o troço português mais longo!

Algarve tem o troço português mais comprido
Lisboa dá tiro de partida a 5 de Janeiro
Com saída da capital portuguesa e uma passagem por Portimão e Monchique, o Rali Euromilhões Lisboa-Dakar 2008 vai comemorar 30 anos numa edição extremamente dura e longa.
No dia 2 de Janeiro já vai haver o «cheiro» a rali, com as verificações técnicas no Centro Cultural de Belém (CCB) a juntar os cerca de trinta portugueses - onde estão três algarvios - que se misturam com as centenas de pilotos, co-pilotos, técnicos e mecânicos, num total de 570 equipas, que se deslocam dos quatro cantos do mundo para participarem na prova mais dura de todo-o-terreno a nível mundial.
Com a maior 'caravana' portuguesa de sempre, Carlos Sousa, Rodrigo Amaral, Elisabete Jacinto, Maria Pires de Lima são os destaques 'tuga', aos que se juntam os 'motards' algarvios Ruben Faria, Nuno Mateus e Ricardo Pina.
Até ao dia 4 de Janeiro, para além das verificações, quem se deslocar ao CCB poderá usufruir não só de um contacto privilegiado com os pilotos e as suas 'máquinas' mas de uma animação programada pela organização.
No dia 5 de Janeiro os tiros de partida dar-se-ão entre as 6h00 e as 11h00, intercalando entre as motos, os carros e os camiões, que têm todos horas de partida diferentes.
Durante os dois dias em que a prova fica em Portugal vai haver um total de 1021 quilómetros de rali, nas ligações Lisboa-Portimão (dia 5) e Portimão-Málaga (dia 6). Esta edição do Rali vai ser uma das mais compridas de sempre com 9273 quilómetros (3537 quilómetros de Ligações e 5736 de Especiais), mais mil quilómetros que a edição de 2007, onde as dunas africanas voltam a ser os maiores desafios para os pilotos.
Monchique vai dar dores de cabeça
Organizado pelo João Lagos Sport, a etapa portuguesa, que liga Lisboa a Málaga, com uma passagem por Portimão, vai ter um arranque menos duro que na edição anterior, mas a serra algarvia de Monchique não vai dar tréguas, apresentando os mesmos troços sinuosos bem conhecidos dos adeptos do desporto automóvel.
Os 'atascanços' do ano passado da zona da Comporta serão substituídos por um trajecto mais escorreito, com o rali a passar pela zona da Companhia das Lezírias/Alcochete, no Ribatejo.
A prova dura começará no Algarve. A partida em Portimão não terá grandes dificuldades, mas a chegada à Serra de Monchique começam os desafios para os pilotos menos experientes. Trajectos sinuosos e estreitos, ladeados por precipícios assustadores preenchem a etapa algarvia, que só parará em Málaga, onde os pilotos seguem, por ferry, para o território africano.
Regras mais apertadas
A ASO (Amaury Sport Organisation), empresa regularizadora, trouxe novas medidas de ordem técnica para todos os transportes participantes nesta edição da prova de todo-o-terreno. Estas modificações têm o único propósito de atenuar as diferenças entre os veículos e os pilotos mais e menos experientes, para trazer mais justiça e igualdade à competição.
A segurança é o grande destaque no ano de 2008, onde os todos os carros (pilotos, organização, imprensa, entre outros) serão fortemente fiscalizados na velocidade, tanto dentro como fora das localidades.
Todos os quads e motos com menos de 450 cc (centímetros cúbicos) vão ter classificações distintas e o diâmetro das entradas de ar em todos os veículos será reduzido em um milímetro.
Os camiões vão ser separados nos grupos «Produção» e «Super Produção» (como nos carros) e estão programadas duas etapas sem veículos de assistência.
Nesta edição vai haver mais 60 equipas que em 2007, que englobam 100 camiões, 205 automóveis, 20 quads e 245 motos.
Mais de 50 nacionalidades vão marcar presença onde para além dos regulares portugueses, franceses, ingleses e espanhóis, também um guatemalteco, um namibiano e um cazaque vão pilotar os seus veículos nos territórios português e africano.
Juventude é um posto
Grande parte dos pilotos correm pela primeira vez esta edição do Lisboa-Dakar, que se desdobram em 40 por cento dos motociclistas e 18 por cento em carros e camiões, sendo que 50 por cento dos inscritos não ultrapassam os 40 anos.
Nos primeiros dois troços africanos os carros e os camiões vão correr em percursos diferentes que os das motos, apesar de terem as partidas e as chegadas no mesmo local.
Assim, nas etapas 3 e 4, que ligam Nador a Er Rachidia e Er Rachidia a Ouarzazate, os veículos de duas rodas seguem caminhos diferentes, evitando ultrapassagens cheias de pó e os carros e camiões seguem por estradas mais largas.
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Jardim pede saúde e força para resistir a Sócrates!

Madeira: Jardim pede saúde e força aos madeirenses para resistir e ajudar o país a livrar-se de Sócrates
O presidente do Governo Regional da Madeira desejou hoje aos madeirenses saúde para enfrentar as injustiças de que são vítimas por parte do Governo e força para livrar os portugueses do "Senhor José Sócrates Pinto de Sousa".
Alberto João Jardim falava durante a inauguração de uma estrada no sítio da Pedra Mole, no concelho do Porto Moniz, no valor de 700 mil euros.
"Deus nos dê a todos saúde porque com saúde vamos ter a força que o povo madeirense precisa para saber resistir a todas as injustiças e o resto do país precisa da nossa força para se ver livre do Senhor José Sócrates Pinto de Sousa", disse João Jardim.
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Algarve tem fumadores a mais...
Algarve tem fumadores a mais ...
“Genericamente, os homens têm tendência para diminuir e as mulheres para aumentar”, adianta Fernanda Nascimento, coordenadora regional do Programa de Prevenção das Doenças Pulmonares Obstrutivas Crónicas, que lamenta sobretudo a incidência do tabagismo nos adolescentes, grupo etário em que as primeiras “passas” são vistas como sinal de pertença ao grupo.
Na região, as consultas públicas de apoio aos fumadores estão ainda no princípio: existentes no Hospital de Faro desde Janeiro de 2003, e em Tavira desde Maio de 2006, só há poucos meses se começaram a alargar a outras zonas.
Os centros de saúde de Vila Real de Santo António, São Brás de Alportel e Olhão têm consultas desde há alguns meses e a eles se juntará neste início de ano o centro de saúde de Loulé.
No Hospital de Faro, efectuaram-se até agora 287 consultas, das quais 75 por cento foram “primeiras consultas”, em que predominaram doentes com problemas cardio-vasculares e respiratórios, mas também com diabetes, tumores da bexiga e VIH (vírus da sida).
“Para lá das consultas, nesta fase o importante é que temos pelo menos um médico e um enfermeiro com formação na área em cada centro de saúde do Algarve, de forma a prestar apoio intensivo durante um ano a quem os procura”, assinala por seu turno a enfermeira Aline Candeias, da Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve.
Nos últimos tempos, Aline Candeias tem-se desdobrado no apoio à formação do pessoal da área da saúde e na coordenação de acções no âmbito do Conselho Nacional de Prevenção do Tabagismo.
“Se um paciente vir o seu médico ou enfermeiro a fumar, qual é que será a sua motivação?”, questiona, observando que, independentemente das consultas de cessação tabágica, o pessoal da área da saúde está cada vez mais consciente do papel pedagógico fundamental que detém para ajudar os que querem deixar de fumar.
A normalização do não-fumo é, para Fernanda Nascimento, um passo decisivo na luta anti-tabágica: “Para que o fumador contemple a ideia de deixar de fumar, é essencial que se normalize o facto de não fumar”.
Nesse sentido, salienta, a nova lei que entra em vigor esta terça-feira “cria um clima favorável para que, sobretudo os adolescentes e os mais jovens, se convençam que o normal é não fumar”. O aumento do preço do tabaco é outro empurrão na luta anti-tabágica.
O passo seguinte, sublinha, é – com essa referência de o não-fumo ser “normal” - dar voz aos não fumadores, tantas vezes transformados em fumadores passivos: “Há apenas 20 por cento de fumadores, mas os restantes 80 por cento estão tão habituados à sua presença, que os prejudica, que não reivindicam os seus direitos a não respirarem o fumo dos outros”.
Para lá da ajuda aos que já fumam, a clínica coordenadora da ARS considera fundamental continuar a política de prevenção, evitando que os mais novos e os que não fumam se dediquem ao cigarro.
Os últimos dados do continente português são animadores: em sete anos (de 1998/99 para 2005/2006), a taxa de prevalência passou de 20,6 para 19,6 por cento.
Nos homens, a taxa baixou de 32 para 28,7 por cento, embora tenha aumentado nas mulheres de 10,1 para 11,2 por cento. Nos jovens entre os 15 e os 24 anos, 24,2 por cento eram fumadores.
No entanto, advogam as duas responsáveis da ARS, é preciso continuar a insistir nos tratamentos, com a ajuda de medicamentos. “Neste momento ainda não há lista de espera, embora se admita que, com a nova lei, possa começar a haver no início de 2008”, enuncia Fernanda Nascimento.
A médica ressalva, contudo, que a procura de consultas “só não tem crescido mais porque não há ainda poder de resposta”.
Baixa de Faro expulsa fumadores…
Uma reportagem em alguns estabelecimentos da Avenida 5 de Outubro e da baixa não deixa dúvidas: apesar de a maioria dos proprietários ter mudado várias vezes de opinião nos meses recentes, gerou-se nas últimas horas um movimento “proibicionista” e os clientes fumadores terão que, doravante, optar pelas esplanadas, onde continua a ser permitido o fumo.
As despesas com os extractores de fumo previstos na lei que hoje entra em vigor e o facto de a própria legislação não ser clara acerca das características desses aparelhos, são as principais razões para este “cortar do mal pela raiz” antecipado ao Observatório do Algarve pela maioria dos comerciantes.
“Eu até tenho extractores, mas sei lá se a capacidade de sucção será suficiente quando sair uma lei que determine esses valores”, justificou Cristina Oliveira, 40 anos, proprietária do café “A Framboesa”, na 5 de Outubro, próximo do Tribunal de Faro.
Como muitos vizinhos (entre os quais os clássicos Taco d’Ouro e Copacabana), Cristina e o marido optaram pelo “não fumo” há poucas semanas, depois de terem constatado que, como enfatiza a comerciante, 90 por cento dos concorrentes ia seguir o mesmo caminho.
Muitas vezes, o casal (não fumador) tem que ligar o ar condicionado, porque o extractor não chega, mas uma das coisas que, explicita Cristina Oliveira, mais os levou à decisão final, foi o facto de, em caso de necessidade de novos aparelhos de exaustão, o senhorio não querer obras.
Proibir para “evitar problemas”
Problemas semelhantes tem o concorrente Fernando Rolo Santos, 34 anos, proprietário da pastelaria “Flor da Avenida”, do outro lado da 5 de Outubro: “Os extractores nem sequer estão consagrados na lei”, observa, garantindo que no seu outro estabelecimento de Faro – o restaurante Flor da Ria Formosa, no edifício Ria Mar – seguirá o mesmo caminho.
Dono de um dos mais famosos estabelecimentos da baixa de Faro, o café/pastelaria Gardy, Ângelo Dias, 65 anos, reconhece que “evitar problemas” foi uma das razões para proibir o fumo naquela casa, situada no coração da Rua de Santo António.
“Nem que eu tivesse o melhor sistema do mundo, se dividisse a casa em dois haveria sempre algum fumo que ia para outro lado”, explica o proprietário da Gardy, um estabelecimento de mais de 100 metros quadrados e que portanto, ao contrário dos dois anteriores, poderia permitir a divisão, de forma a agradar a “gregos e troianos”.
“Se dividisse a casa, os fundamentalistas de um lado e de outro não iriam perceber. Assim, tenho a certeza que os fumadores perceberão”, afirma. E invoca os casos dos aeroportos, centros de saúde e pavilhões desportivos, onde os utentes fumadores se foram habituando às regras da proibição.
Até porque, salienta o proprietário da Gardy (mas também da vizinha croissanteria Gardy e do restaurante Ângelo, em Vale de Lobo, onde as mesmas regras serão seguidas), já lá vai o tempo em que os cinzeiros que se deixavam nas mesas vinham cheios. “Hoje em dia, em muitos casos demoram um dia inteiro a encher”.
Por trás do balcão da vizinha Cinderela, o gerente Vítor Lima, 32 anos, jura que nem ali nem na casa-gémea da Rua de Portugal se poderá fumar a partir desta terça-feira.
“Já tive mais medo que os clientes fugissem”, reconhece, observando que, “na Baixa, praticamente todos os estabelecimentos se devem tornar não fumadores” e que, portanto, um fumador que escolha a casa em função dessa permissão “vai ter que andar muito”.
Garantindo que os seus colegas não fumadores se queixavam frequentemente do fumo que lhes impregnava roupa cabelo e pulmões, Vítor Lima reconhece que “deveria haver uma orientação” relativamente ao poder de sucção dos exaustores, mas está satisfeito com a solução encontrada pelo patrão.
No bairro é mais complicado…
Tal como o marido – proprietário do Café do Coreto e da gelataria Margarida, no Largo da Pontinha, onde passa também a ser proibido fumar -, Aurora não receia perder clientes: “Só se for nos primeiros dias, porque depois disso voltam”, garante.
“Não voltam, não”, responderia logo ali, se pudesse, António Marques, 47 anos, dono do café Aquário, no bairro do Bom João, o único dos proprietários de estabelecimentos com menos de 100 metros que asseverou que continuará a deixar fumar.
“Pelo menos 90 por cento dos meus clientes são fumadores. E garantidamente ia perder clientela”, assegura, receoso de que os clientes-vizinhos de anos que ali bebem a bica ou tragam o bagaço lhe fujam para um dos dois ou três concorrentes da vizinhança.
Ao contrário dos seus colegas da Baixa – que, analisa, estão em locais de passagem e não têm que se haver com vizinhos que passam muito tempo a beber a bica e conversar -, António Marques está convencido que a nova lei não trará a alteração de um hábito de anos.
“Só se o preço do tabaco subisse muitíssimo”, observa o proprietário, ele próprio não fumador e, garante, com “problemas crónicos” devido ao tabaco dos outros.
A única mudança que propõe para o seu estabelecimento é que os quatro extractores que instalou há sete anos passarão a estar ligados todo o dia, pelo menos até que alguém lhe prove, como faz questão de frisar, que a outra atitude é a mais correcta e, portanto, que não perderia clientes se proibisse o fumo.
“Isto devia ser para todos… concordo com a versão inicial da lei, que dizia que era proibido fumar em todos os estabelecimentos com menos de 100 metros “, diz.
A excepção Aliança
Já as duas casas com mais de 100 metros quadrados contactadas teriam provavelmente as mesmas decisões diametralmente opostas que tiveram, caso a versão inicial da lei se mantivesse.
A proibição vigora a partir de hoje no restaurante “Dois Irmãos”, cujo gerente, Henrique Brasuna, 40 anos, não esconde o receio de que os clientes fujam para lugares mais permissivos.
“Devia ser proibido para todos ou então para ninguém”, opina, convencido de que assim se resolveria o problema dos “clientes fugitivos”.
No entanto, são as avultadas obras que implicaria a opção de dividir a casa (segundo a lei, o máximo permitido para fumadores é de 40 por cento do espaço existente) que fazem pender a balança para o lado da proibição.
Já no velho Aliança, continuará a ser permitido fumar no salão de entrada (cujo espaço para fumadores será até alargado a todo esse recinto), embora os não fumadores tenham uma sala, no interior.
“Acho que não vamos ser beneficiados com esta decisão, mas o patrão quis assim e assim será”, admite José Lagoas, 46 anos, gerente do mais velho café de Faro, com 104 anos, que tem extractores instalados há já alguns anos.
(João Prudêncio)
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terça-feira, 1 de janeiro de 2008
Madeira - Jornal distribuido grátis a partir de amanhã!!
Madeira - Jornal da Madeira distribuído gratuitamente a partir de quarta-feira!
Após 76 anos de existência, o Jornal da Madeira passa a partir de quarta-feira a ser distribuído gratuitamente, alegando problemas financeiros.
Detido maioritariamente pelo Governo Regional - apenas um por cento do seu capital social está adstrito à Diocese do Funchal - o Jornal da Madeira passará a ter uma edição de 15 mil exemplares e será distribuído na Região mantendo, no entanto, uma variante de assinaturas no caso dos leitores quererem recebê-lo em casa.
Uma nota da Empresa Jornal da Madeira realça que o jornal, "enquanto meio de informação regional que desempenha um papel fundamental no garante da pluralidade da informação na Região e defesa dos seus valores", assumirá a partir do dia 02 de Janeiro a modalidade de meio de comunicação gratuito "tendo em vista um maior acesso do povo à informação".
O "Jornal da Madeira" - de que foi director o presidente do Governo Regional - Alberto João Jardim -, que é seu frequente articulista - recebe anualmente cerca de 4 milhões de euros do Orçamento Regional e tem um passivo acumulado de vários milhões de euros.
Para o director do "Diário Cidade" - o primeiro gratuito a surgir na Madeira (04 de Junho de 2007) - o Jornal da Madeira é um órgão de comunicação social que "agride as regras de mercado" ao receber apoios do erário público e ao estar, agora, gratuitamente à disposição, concorrendo em "deslealdade" com os outros órgãos de comunicação social.
"Do ponto de vista editorial - diz Edgar Aguiar - o Jornal da Madeira em nada vai mudar porque estará sempre ligado ao seu financiador, que é o sector público, ou seja, o Governo Regional".
"É um projecto político que distorce as regras de mercado e do jornalismo", adianta.
Edgar Aguiar acrescenta que os meios financeiros que estão ao dispor da Empresa Jornal da Madeira "são meios que agridem as regras de mercado - terá os anúncios como qualquer outro órgão de comunicação social mais o valor dos suprimentos dados pelo sócio, que é o Governo Regional, leia-se os nossos impostos".
"Não auguramos grandes sucessos - e isso não tem nada a ver com os seus profissionais - porque as bases de orientação decorrem da participação política", adianta.
"As regras do livre mercado estarão ofendidas a partir de 2 de Janeiro", vaticina o director do "Cidade".
"Não vamos alterar a nossa posição, vamos tentar melhorar e manter a independência do jornalismo e o respeito pelos outros órgãos de comunicação social", prognostica Edgar Aguiar.
O director executivo da Empresa Diário de Notícias, José Bettencourt da Câmara, escusa-se, "para já", a fazer qualquer comentário a esta nova situação do seu concorrente diário.
O Jornal da Madeira emprega cerca 120 funcionários, alguns dos quais serão chamados no decorrer deste ano a rescindir os seus contratos mediante indemnizações ao abrigo de uma política de saneamento financeiro.
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Fotógrafos Independentes - Algarve
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